Proprietários de floriculturas sentem a baixa procura por flores nos dias que antecedem as comemorações alusivas ao Dia das Mães. Mesmo assim, acreditam em crescimento nas vendas, ainda que ‘tímido’, com relação a 2019.
Apesar da baixa demanda, atribuída pelos empresários do setor aos problemas econômicos decorrentes da pandemia do novo coronavírus, as floriculturas aumentaram em média 20% a quantidade de produtos encomendados aos distribuidores.
Os pedidos são feitos semanalmente e levam até 24 horas para chegar à capital, por transporte aéreo.
A proprietária da loja Ita Flores, Ita Carvalho, conta que a demanda por flores está muito abaixo do registrado neste período em ano anteriores. Mesmo assim, ela acredita que até o dia das mães as vendas acontecerão em maior volume.
“Acredito que as pessoas que deixam para comprar os presentes ‘na hora’ vão procurar por flores. Espero crescimento de 50% nas vendas, em relação à igual data de 2019. Entendemos que o poder de compra da população reduziu e muitos precisam optar pelo essencial e deixam de comprar as flores”, avaliou.
Segundo a proprietária da floricultura Linda Flor, Milena Santiago, em meio ao cenário de baixas vendas a aposta está na divulgação e atendimento por meio de redes sociais.
“As vendas para o dia das mães estão bem mais fracas neste ano, em relação aos anos anteriores. Mas mantemos boas expectativas. Fortalecemos o trabalho de divulgação por meio virtual e estamos recebendo os pedidos”, relata.
O proprietário da Floricultura Ambiente, Amaro Figueiredo, conta que mesmo com a loja em reforma está atendendo aos clientes através das redes sociais.
“No dia das mães sempre vendemos um pouco mais em relação às semanas de dias normais. O aumento pode chegar a até 100%. Mesmo com as portas fechadas estamos recebendo pedidos”, disse.
Reportagem: Priscila Caldas
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