fbpx

quinta, 26 de maio de 2022

Com taxa de 11,1%, desemprego fica estável no primeiro trimestre

Também houve estabilidade no número de desempregados, que totalizou 11,9 milhões de pessoas, segundo dados da Pnad Contínua, divulgados nesta sexta-feira (29) pelo IBGE.

29 de abril de 2022

Compartilhe

Pnad Contínua foi divulgada nesta sexta-feira (29) pelo IBGE (Foto: Reprodução)

A taxa de desocupação foi estimada em 11,1% no trimestre encerrado em março, ficando estável frente ao trimestre anterior. Também houve estabilidade no número de desempregados, que totalizou 11,9 milhões de pessoas. Já a população ocupada, estimada em 95,3 milhões, caiu 0,5% na mesma comparação, o que significa 472 mil pessoas a menos no mercado de trabalho. Os dados de desemprego são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta sexta-feira (29) pelo IBGE.

De acordo com a coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE, Adriana Beringuy, a estabilidade da taxa de desemprego é explicada pelo fato de não haver crescimento na busca por trabalho no trimestre. O cenário é diferente daquele apresentado nos outros trimestres encerrados em março, quando, pelo efeito da sazonalidade, havia aumento da procura por trabalho.

“Se olharmos a desocupação em retrospecto, pela série histórica da pesquisa, podemos notar que, no primeiro trimestre, essa população costuma aumentar devido aos desligamentos que há no início ano. O trimestre encerrado em março se diferiu desses padrões”, afirma. A taxa de desocupação é a menor para um trimestre encerrado em março desde 2016, quando também foi de 11,1%.

A queda dos trabalhadores por conta própria na comparação com o último trimestre foi de 2,5%, o que representa a saída de 660 mil pessoas dessa categoria. Desse contingente, 475 mil eram trabalhadores sem CNPJ.

“Os empregados sem carteira no setor privado ficaram estáveis, depois de três trimestres em expansão. Já o número de trabalhadores por conta própria teve retração após cinco trimestres de aumento. No trimestre encerrado em março, essa queda no trabalho por conta própria respondeu pela redução no total da população ocupada”, comenta a pesquisadora.

Taxa de Informalidade

Impactada por essa retração, a taxa de informalidade chegou a 40,1%, após redução de 0,6 ponto percentual. O número de informais caiu 1,9%, totalizando 38,2 milhões. A participação dos trabalhadores por conta própria sem CNPJ nesse recuo foi de 64%. Por outro lado, o número de empregadores cresceu 5,7%. São 222 mil pessoas a mais. O trabalho formal respondeu por boa parte desse número: 186 mil desses empregadores tinham CNPJ.

Outra categoria que cresceu foi a dos empregados no setor privado com carteira de trabalho assinada, que foram estimados em 34,9 milhões de pessoas. Frente ao trimestre encerrado em dezembro, é um aumento de 1,1%, ou de 380 mil pessoas.

“Essa categoria cresceu pelo quarto trimestre consecutivo, porém em percentual menor ao observado nos trimestres de 2021, respectivamente, segundo (1,8%), terceiro (4,4%) e quarto (2,9%) trimestres. Embora tenha reduzido o ritmo de crescimento, a expansão do emprego com carteira vem contribuindo para um gradativo aumento da formalidade na ocupação”, afirma Beringuy.

Setores

Em relação aos setores analisados pela pesquisa, apenas o da construção teve redução no seu contingente de trabalhadores na comparação com o trimestre anterior. O número de empregados desse segmento caiu 3,4%, ou 252 mil pessoas. Os outros setores ficaram estáveis nessa comparação.

“A queda no número de ocupados na construção ocorreu principalmente entre trabalhadores por conta própria e empregados sem carteira, que representam parcela relevante dos ocupados nessa atividade. A queda na informalidade no trimestre pode ser associada à redução desses trabalhadores na construção”, analisa.

Com a retração no contingente de ocupados, o crescimento da população fora da força de trabalho foi de 1,4%, o que equivale a uma adição de 929 mil pessoas. Já a força de trabalho potencial caiu 6,8% ou 610 mil pessoas. Esse grupo reúne aqueles que não estavam ocupados nem procuravam uma vaga no mercado, mas tinham potencial para se transformarem em força de trabalho. No mesmo período, 195 mil pessoas saíram do contingente de desalentados.

Rendimento cresce 1,5%

O rendimento médio real foi estimado em R$2.548, um crescimento de 1,5% em relação ao trimestre encerrado em dezembro. “Esse aumento é importante se considerarmos que esse indicador vinha em queda desde o segundo trimestre do ano passado. De modo geral, quando a participação dos trabalhadores formais aumenta, o rendimento médio da população ocupada tende a crescer”, explica a coordenadora. Na comparação com o trimestre encerrado em março do ano passado, houve queda de 8,7%.

Já a massa de rendimento ficou estável frente ao trimestre anterior. Ela foi estimada em R$237,7 bilhões, ficando estável também na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Fonte: IBGE

Leia mais:

Leia mais sobre Economia & Negócios

Para economistas, ICMS em 17% terá pouco impacto na redução de preços

Economistas acreditam que projeto que estipula teto de 17% na cobrança de ICMS não resultará em redução expressiva no preço do combustível, com queda de até 5% nos preços.

26 de maio de 2022

Novamed anuncia expansão no PIM com investimento de R$ 50 milhões

Empresa pretende aumentar a produção de 1 bilhão e 100 milhões de comprimidos/mês para 1 bilhão e 400 milhões/mês, além da garantia de cerca de 900 postos de trabalho.

26 de maio de 2022

Indígenas Tikuna participam de oficina de artesanato em Benjamin Constant

O Workshop, promovido em parceria com o Sebrae Amazonas, contou com a presença de consultores de artesanato do Ceará, do Espírito Santo, Colômbia e Brasília.

26 de maio de 2022

Caixa amplia em até 21,4% subsídio do programa Casa Verde Amarela

Percentuais vão variar de 12,5% a 21,4%. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Regional, acréscimo varia conforme região, renda familiar e população do município.

26 de maio de 2022

Câmara aprova limite da alíquota de ICMS sobre combustíveis

Lei classifica os setores de combustíveis, gás natural, energia elétrica, comunicação e transportes como essenciais e indispensáveis, limitando a alíquota ao máximo de 17%.

26 de maio de 2022

Amazonas precisa qualificar 114 mil trabalhadores da indústria até 2025

A Fieam levantou a demanda de profissionais da indústria a serem qualificados até 2025 no Amazonas para atender às novas demandas do setor na Zona Franca de Manaus.

26 de maio de 2022

‘Nosso Centro’ quer expandir empreendimentos na região central de Manaus

Programa da Prefeitura prevê a revitalização do centro histórico com a implantação dos projetos 'Mais Negócios', 'Mais Vida' e 'Mais História', ao longo dos próximos 3 anos.

25 de maio de 2022

Em apoio a petroleiros, parlamentares questionam venda da Reman no TCU

Deputado Zé Ricardo e o senador Jean Paul (PT/RN) acionaram o Tribunal de Contas da União solicitando medida cautelar para suspender o processo de privatização da refinaria.

25 de maio de 2022