quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Caminhoneiros do Amazonas descartam adesão à greve em novembro

Sindicato dos caminhoneiros negou adesão ao movimento nacional. Mesmo assim, a categoria acredita em possível impacto no fornecimento de produtos ao comércio do estado.
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Comércio poderá ser prejudicado por manifestação dos transportes

O Sindicato dos Caminhoneiros, Carreteiros e Transportadores de Bens do Amazonas (SINDCCACEAM) informou que a categoria não fará parte da paralisação nacional anunciada para ocorrer no dia 1º de novembro. O sindicato afirma que a pauta de reivindicações é antiga e que os organizadores não demonstram interesse em beneficiar a categoria nacional, mas somente, obter interesses restritos.

“Não vamos mobilizar a base porque entendemos que existem interesses. Algum grupo político está por trás dessa mobilização. Sugerimos a realização de uma videoconferência, com ampla discussão para alinharmos a pauta de reivindicações. Não nos atenderam e as definições foram repassadas. Discordamos da pauta que é repetitiva”, disse o presidente do SINDCCACEAM, Antônio Sérgio Alexandre.

Alexandre destaca que um dos assuntos pleiteados repetidamente é a luta pelo avanço do Marco Regulatório do Transporte Rodoviário de Cargas. O tema integra o Projeto de Lei Nº75/2018, em tramitação no Congresso Nacional.

Entre os temas pleiteados pela categoria no Amazonas estão: redução do IPVA, redução do ICMS sobre o diesel, doação de uma área pública para construção de estacionamento, e área de convivência para a categoria.

“Essa pauta já foi encaminhada ao governo do estado e à prefeitura”, disse Alexandre.

Greve poderá afetar o comércio

O presidente do SINDCCACEAM, Antônio Sérgio Alexandre, ainda informou que as ocorrências de greves sempre afetam o fornecimento de produtos ao estado.

“O comércio poderá sentir os reflexos da greve 20 dias após a paralisação. O tempo de transporte em período normal é de 15 dias”, informou.

Segundo o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Amazonas (Fecomercio-AM), Aderson Frota, a possível greve anunciada para ocorrer no dia 1º de novembro preocupa o segmento comercial porque as empresas, lojas, ainda tentam se recuperar dos impactos negativos do período de pico da pandemia, seguido de uma cadeia de entraves que passam pelos aumentos nos preços do combustível e da energia e da falta de insumos como embalagens.

“A paralisação poderá comprometer o fornecimento à indústria, gerando falta de material ao comércio. Estamos distantes, pagamos fretes caros. É preocupante. Após o dia 1º, é possível que em menos de duas semanas o comércio sinta a falta de suprimentos”, disse o empresário.

Texto: Priscila Caldas

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