A paralisação no transporte de cargas no estado já afeta o setor industrial. Produtos acabados que precisam abastecer o mercado interno e externo estão nos pátios das fábricas. Segundo os empresários, o bloqueio no transporte deverá agravar o gargalo da falta de insumos, isso porque as fabricantes também recebem materiais utilizados na produção por meio do transporte rodoviário.
O presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos do Amazonas, Sérgio Alexandre da Silva, informou que a categoria aderiu à paralisação e que os transportadores estão divididos, uma parte concentrada no início da BR-174, ao lado do posto do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), e outra, nas garagens das empresas.
Silva afirmou que o transporte de cargas está interrompido desde quarta-feira (8). A categoria reivindica a redução do ICMS do diesel, diminuição do valor do IPVA sobre o veículo de transporte de carga de 3,5% para 1%, melhoria das condições da BR-174, exclusão da taxa cobrada pelo Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), dentre outros.
“A nossa pauta não é política, é específica ao governo do estado. Já tentamos contato por pelo menos três vezes e não fomos atendidos. Uns 40 veículos estão concentrados no início da BR-174 e outros estão parados. As cargas estão retidas nas garagens desde quinta-feira (8). Vamos seguir aguardando contato do governador do estado, Wilson Lima”, disse.
Mais fabricantes poderão parar produção
Segundo o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Nelson Azevedo, o cenário é preocupante e pode ocasionar novas interrupções nas linhas de produção por falta de materiais. Ele conta que as fabricantes recebem diversos materiais necessários à produção por transportes aéreo, marítimo e rodoviário.
“A Zona Franca de Manaus já sofre por desabastecimento de insumos. Agora, terá falta de produtos nas cozinhas industriais e por materiais que também são utilizados para fabricação. A paralisação do transporte impede tanto a saída como o recebimento de produtos. Algumas empresas já anunciaram a suspensão nas linhas de montagem, outras não declaram, mas param. Isso afeta toda a cadeia de suprimentos”, disse.
Texto: Priscila Caldas
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