fbpx

sábado, 27 de novembro de 2021

Arrecadação federal cresce 12,9% e bate recorde em setembro

Segundo a Receita Federal, o governo arrecadou R$ 149,102 bilhões no mês passado, um aumento de 12,87% acima da inflação em valores corrigidos pelo Índice Nacional de Preços.

26 de outubro de 2021

Compartilhe

Melhora da economia e IOF mais alto impulsionaram receita (Foto: Reprodução)

Impulsionada pela recuperação da economia e pelo aumento no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), a arrecadação federal bateu recorde para o mês de setembro. Segundo dados divulgados nesta terça-feira (26) pela Receita Federal, o governo arrecadou R$ 149,102 bilhões no mês passado, com aumento de 12,87% acima da inflação em valores corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

O valor é o maior da história para meses de setembro desde o início da série histórica da Receita Federal, em 1995, em valores corrigidos pela inflação. Nos nove primeiros meses do ano, a arrecadação federal soma R$ 1,349 trilhão, com alta de 22,3% acima da inflação pelo IPCA, também recorde para o período.

A arrecadação superou as previsões das instituições financeiras. No relatório Prisma Fiscal, pesquisa divulgada pelo Ministério da Economia, os analistas de mercado estimavam que o valor arrecadado ficaria em R$ 138,758 bilhões em setembro, pelo critério da mediana (valor central em torno dos quais um dado oscila).

Recuperação

A recuperação da economia, que neste ano deve fechar com crescimento próximo de 5%, está impulsionando a arrecadação, com reforço de R$ 14,52 bilhões em setembro na comparação com setembro do ano passado em valores corrigidos pelo IPCA. No entanto, fatores atípicos e mudanças na legislação também contribuíram para a alta.

O aumento do IOF, que entrou em vigor no fim de setembro para financiar o Auxílio Brasil, também ajudou a melhorar a arrecadação. De abril a dezembro do ano passado, o IOF sobre operações de crédito foi zerado para baratear as linhas de crédito emergenciais concedidas durante a pandemia. Juntos, os dois efeitos elevaram a arrecadação em R$ 3,34 bilhões no mês passado em relação a setembro de 2020.

Adiamentos

Os adiamentos de pagamento de tributos também ajudaram a impulsionar a arrecadação no mês passado. Isso porque diversas obrigações que tinham sido suspensas no início do ano, por causa da segunda onda da pandemia de Covid-19, voltaram a ser pagas no segundo semestre. O pagamento de tributos diferidos (adiados) aumentou de R$ 1,81 bilhão em setembro do ano passado, para R$ 2,61 bilhões em setembro deste ano.

Também influiu na alta da arrecadação o recolhimento atípico (que não se repetirá em outros anos) de cerca de R$ 2 bilhões em setembro em Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e em Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) por grandes empresas. Nos nove primeiros meses do ano, os recolhimentos atípicos somam R$ 31 bilhões, contra apenas R$ 5,3 bilhões no mesmo período de 2020.

Ao longo de 2021, esses recolhimentos fora de época têm impulsionado a arrecadação por causa de empresas que registraram lucros maiores que o previsto e tiveram de pagar a diferença. Por causa do sigilo fiscal, a Receita não pode informar o nome e a atividade dessas grandes companhias.

Arrecadação por tributos

Na divisão por tributos, as maiores altas em setembro – em relação ao mesmo mês de 2020 – foram registradas na arrecadação do IRPJ e da CSLL, alta de R$ 3,5 bilhões (16,94%) acima da inflação pelo IPCA, impulsionados pelo recolhimento atípico de grandes empresas e pelo aumento do lucro das empresas. Em seguida vem o IOF, com crescimento de R$ 3,34 bilhões (352,2%) acima da inflação, por causa do fim da isenção que vigorou em 2020 e do aumento das alíquotas em 2021.

Em terceiro lugar, estão as receitas da Previdência Social, que aumentou 7,89% acima da inflação, motivada pela recuperação do emprego formal. A arrecadação do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), subiu 6,71% acima da inflação, influenciada pela recuperação das vendas e do setor de serviços, após a vacinação em massa contra a Covid-19. Por incidir sobre o faturamento, a arrecadação de PIS/Cofins está atrelada ao consumo.

Fonte: Agência Brasil

Leia mais:

Leia mais sobre Economia & Negócios

Preocupação com nova variante derruba Bolsas da Europa

Ações ligadas a turismo e petroleiras despencaram. Paralelamente, dirigentes do Banco Central Europeu (BCE) reforçaram que inflação na zona do euro será temporária.

26 de novembro de 2021

Qualidade de vida no AM foi a sexta pior do país entre 2017 e 2018

Segundo dados do IBGE, a taxa de perda de qualidade de vida do Amazonas ficou em 0,216, obtendo resultado melhor apenas em relação ao Maranhão, Pará, Acre, Amapá e Alagoas.

26 de novembro de 2021

Renovação de incentivos fiscais estaduais segue em compasso de espera

Sefaz afirma que o PL que prevê o novo texto da legislação fiscal está em tramitação na Casa Civil e deverá ser enviado à Aleam no início de dezembro.

26 de novembro de 2021

Em Manaus, XP seleciona interessados para atuar no mercado financeiro

Programa 'XP Future' tem objetivo de reforçar o time de colaboradores em locais considerados estratégicas para a companhia, como Manaus. Na cidade, são oferecidas 10 vagas.

26 de novembro de 2021

Cursos ofertam 1.000 vagas para qualificação no Amazonas

Os cursos são direcionados para a população que busca por qualificação profissional, para concorrer a uma vaga no mercado de trabalho. Inscrições iniciam nesta sexta-feira.

26 de novembro de 2021

Pesca esportiva pode ser implementada na comunidade Boca do Mamirauá

Iniciativa busca incentivar turismo para geração de renda na comunidade, situada na zona rural de Uarini. Implantação está sendo viabilizada pelas secretarias Sepror e Sema.

26 de novembro de 2021

Juros cobrados de empresas e famílias sobem em outubro, diz BC

Famílias pagaram taxa média de 43,8% ao ano, com alta de 2,1 pontos percentuais em relação a setembro, e as empresas, 19,1% ao ano, aumento de 2 pontos percentuais.

26 de novembro de 2021

Projeto fixa prazo para elaboração de Processos Produtivos no PIM

PL 1077/19, aprovado da CCJ da Câmara, estabelece que o governo terá 120 dias para fixar processos produtivos básicos (PPBs) de empresa interessada em se instalar no PIM.

26 de novembro de 2021