quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Eleições devem impulsionar setor imobiliário do Amazonas em 2022

Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Amazonas estima que período eleitoral alavanque setor de obras públicas, gerando crescimento ao setor; este ano, subiu 15%.
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As eleições de 2022 poderão impulsionar a ocorrência de obras públicas e impactar, positivamente, os resultados do Produto Interno Bruto (PIB) da construção civil, do estado, no próximo ano. A previsão é do presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Amazonas (Ademi-AM), Albano Máximo.

A projeção otimista é baseada nos índices positivos registrados pelo setor imobiliário em 2021, com faturamento de R$1,1 bilhão e crescimento de 15% em relação a 2020. O presidente enfatiza que ainda que as vendas no setor de construção reduzam, nos próximos meses, o setor de obras públicas deverá despontar em execuções, contribuindo para o avanço do segmento.

“Talvez as vendas no setor de construção diminuam, mas teremos um setor de obras públicas muito atuante graças à eleição. Muitas obras serão feitas em 2022, gerando emprego e impactando na construção civil. Esse cenário dará estabilidade ao PIB de 2022”, comentou.

Crescimento após pandemia

O presidente destaca que o segmento imobiliário, no estado, reagiu e conseguiu superar os impactos negativos decorrentes da pandemia da Covid-19. Outro entrave enfrentado pelo setor que também foi vencido foi a interrupção nas análises e aprovações de processos por parte dos órgãos públicos de meio ambiente. Máximo afirma que a situação foi normalizada.

“Hoje, conseguimos alavancar vários lançamentos na cidade. Devido a pandemia, um trimestre foi praticamente perdido. Com tudo isso o segmento reagiu e conseguiu superar o nível nacional”.

Mudanças nas taxas de juros

A taxa básica de juros, a Selic, chegou ao piso histórico de 2% em agosto de 2020 devido à crise gerada pela Covid-19, barateando os juros dos financiamentos. Porém, desde março de 2021 o Banco Central promove uma série de altas na Selic, que atualmente está em 9,25%.

Máximo afirma que a situação preocupa o segmento. A alta dos juros eleva o preço final do imóvel e das prestações.

“Bancos e agentes financeiros querem recompor as margens. Estamos atentos”.

Texto: Priscila Caldas

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