O serviço de dragagem nos rios do Amazonas iniciaram nesta terça-feira (17/10) como forma de abrir caminho para os navios que trazem insumos para abastecer o estado.
A dragagem retira areia e pedra do leito dos rios de maneira emergencial para a passagem de navios com mercadorias para o Polo Industrial de Manaus (PIM).
O serviço era esperado por muitos empresários do ramo de logística e navegação, uma vez que o rodo fluvial é o principal meio de enviar e receber cargas do Amazonas.
No porto do município de Itacoatiara, principal ponto de chegada de cargas de transportadoras, o serviço de dragagem começa na sexta-feira (20/10), conforme anunciou o governador do Amazonas, Wilson Lima.
A dragagem começou no Rio Solimões entre os municípios de Benjamin Constant e Tabatinga. Benjamin Constant foi a primeira cidade a declarar estado de emergência, durante a estiagem histórica que acontece no Amazonas.
Os municípios do estado dependem de transporte hidroviário para ser abastecido com produtos básicos como alimentos, gás de cozinha e combustível.
Dragagem nos rios precisa ser feita mesmo sem estiagem
Para o presidente da Federação das Indústrias do Amazonas (FIEAM), Antônio Silva, a dragagem dos rios precisa ser feita de forma ininterrupta, mesmo após o fim da estiagem.
“Não é só por conta dessa seca recorde que nós tivemos. Isso tem que ser uma constância, manutenção do rio madeira, da hidrovia como um todo. Tem que ser feito de uma forma constante para que evite o que está acontecendo hoje conosco. Continuar a dragagem do rio Amazonas, a foz do madeira, do tabocal, continuadamente”, afirmou.
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