quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Dono do laboratório que produz ivermectina depõe na CPI nesta quarta

O empresário Jailton Batista deverá explicar o motivo das vendas deste medicamento ter crescido mais de mil por cento no ano em que a pandemia chegou ao País.
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O lucro de empresas farmacêuticas com a venda de medicamentos sem eficácia para o combate ao coronavírus deve ser o foco da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid nesta quarta-feira (11). Os senadores ouvem o diretor-executivo da Vitamedic, Jailton Batista. A empresa produz medicamentos que fazem parte do “kit covid” que o governo Jair Bolsonaro propagandeou em vários momentos.

De acordo com relatórios em posse da CPI, as vendas da ivermectina saltaram de 24,6 milhões de comprimidos em 2019 para 297,5 milhões em 2020 — um crescimento superior a 1.105%. O preço médio da caixa com 500 comprimidos subiu de R$ 73,87 para R$ 240,90 — um incremento de 226%.  Vitamedic também foi alvo de um requerimento de informações aprovado em junho pela comissão.

Em agosto de 2020 a Vitamedic anunciou investimentos da ordem de R$ 320 milhões para expansão do parque fabril no Distrito Agroindustrial de Anápolis, em Goiás. Entre os produtos que puxaram o crescimento da empresa estava, justamente, a ivermectina, medicamento sem eficácia contra a covid e que, apesar de servir apenas ao combate à vermes intestinais, foi defendido publicamente pelo presidente Bolsonaro como aconselhável para pessoas com coronavírus.

Com informações do Congresso em foco

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