quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Coronel Hélcio Bruno, que intermediou venda de vacinas, será ouvido na CPI

Hélcio Bruno Almeida foi colega de turma do ex-secretário-executivo do ministério Élcio Franco e se aproveitou da amizade para apresentá-lo ao reverendo e a Dominguetti.
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A Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid-19 do Senado ouve, nesta terça-feira, o coronel da reserva do Exército Hélcio Bruno Almeida, que é presidente do Instituto Força Brasil. O militar é apontado como o intermediador que levou o reverendo Amilton Gomes de Paula e o representante da Davati Medical Suplly Luiz Paulo Dominguetti até o Ministério da Saúde para venderem 400 milhões de doses de vacinas que eles não tinham.

“Ele vai ter de explicar a participação dele nessa negociação suspeita ao mesmo tempo em que o site do Instituto fazia campanha contra a vacinação e atacava os membros da CPI”, afirmou o presidente da comissão, senador Omar Aziz (PSD), sobre Hélcio Bruno.

Hélcio Bruno é colega de turma do então secretário-executivo do Ministério da Saúde, o também coronel Élcio Franco Filho. Ambos estudaram juntos na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), em Resende (RJ). Foi nessa condição que Bruno intermediou um encontro de Amilton e Dominguetti com Élcio Franco no dia 26 de fevereiro na sede do ministério.

Dominguetti e Amilton já prestaram depoimento na CPI e falaram sobre a participação de Hélcio Bruno nas negociações para a compra das vacinas da Davati. Também contribui para a convocação o fato do ex-militar presidir uma entidade que fez propaganda contra as vacinas, mas ao mesmo tempo ele intermediar o negócio de compra de vacinas.

“O coronel Hélcio Bruno agia no interesse próprio ao bombardear a internet com fake news sobre malefícios das vacinas”, afirmou o senador Alessandro Vieira (Cidadania/SE). “Ele também nos atacava direto por conta do trabalho na CPI, agora sabemos os motivos”, lembrou o vice-presidente do colegiado, senador Randolfe Rodrigues.

Hélcio Bruno e o Instituto Força Brasil já são investigados na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito das Fake News por disseminar informações falsas sobre vacinas e outros temas, como urna eletrônica e pandemia, todos de interesse do presidente Jair Bolsonaro.

Texto: Gerson Severo Dantas

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