quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Diretora nega acusações sobre nota fiscal irregular na compra da Covaxin

Argumentação de Onyx Lorenzoni foca na data em que a nota fiscal chegou ao Ministério da Saúde e é com essa justificativa que Medrades diz que irmãos Miranda mentiram na CPI.
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A diretora-executiva da Precisa Medicamentos, Emanuela Medrades, alinhou o depoimento dado à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, nesta quarta-feira (14), com a versão do Governo Federal para, assim, livrar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) da denúncia de ter prevaricado ao ser informado pelos irmãos Miranda de irregularidades no contrato da empresa com o Ministério da Saúde.

Contrariando até um vídeo no qual ela mesma afirma que encaminhou ao Departamento de Importação do Ministério documentos e invoices (nota fiscal internacional) no dia 18 de março, Emanuela sustentou durante várias questões do relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), que a primeira invoice emitida pela Precisa foi enviada ao Ministério no dia 22 de março, dois dias após o diretor do Departamento de Importação do Ministério, Luís Ricardo Miranda, e o irmão dele, o deputado federal Luís Cláudio Miranda (DEM-DF), levarem o documento para o presidente Bolsonaro em uma reunião no Palácio do Alvorado, denunciando as irregularidades do contrato.

De acordo com os irmãos Miranda, o presidente achou grave a denúncia e disse que levaria o caso para o conhecimento do diretor-geral da Polícia Federal, mas não tomou essa providência, o que configuraria crime de prevaricação, que ocorre quando um servidor público toma conhecimento de um crime e não toma providências para coibi-lo.

A argumentação do governo, exposta pelo ministro-chefe da Secretaria de Governo, Onyx Lorenzoni, foca na data em que a invoice chegou ao ministério. Se a empresa enviou a invoice no dia 22, portanto, os irmãos não poderiam tê-la apresentado ao presidente dois dias antes.

Texto: Gerson Severo Dantas

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