Com a COP30 marcada para acontecer entre 10 e 21 de novembro de 2025, em Belém do Pará, compreender os conceitos de finanças verdes é fundamental para a sociedade participar das discussões globais sobre sustentabilidade.
Neste dicionário, explicamos termos como “green bonds”, “mercados de carbono” e “transição energética”, que serão centrais nas discussões antes e durante o evento.
Mas o que são finanças verdes?
As finanças verdes envolvem investimentos direcionados a projetos e soluções que beneficiem o meio ambiente e ajudem a mitigar os impactos das mudanças climáticas.
Investir em projetos sustentáveis é uma tendência crescente, impulsionada pela necessidade de adaptar as economias globais a um modelo mais verde e socialmente responsável.
Neste sentido, durante a preparação para o evento que ocorrerá em Belém, já estão sendo debatidos diversos instrumentos financeiros e estratégias sustentáveis como abordagem para promover soluções com foco na chamada Transição Econômica Verde.
- Transformação Econômica Verde: a transformação para uma economia de baixo carbono implica na adaptação de todos os setores econômicos. A COP30 discutirá a necessidade de políticas fiscais e de investimentos sustentáveis para impulsionar essa transformação verde, criando uma sociedade mais ecológica e resiliente;
- Green Bonds: são títulos de dívida usados para financiar projetos ambientais. Os green bonds destinam-se a iniciativas que promovem a sustentabilidade, como energia renovável, conservação de água e infraestrutura ecológica. Esses títulos são uma forma eficaz de direcionar recursos para ações verdes e reduzir os impactos ambientais;
- Blue Bonds: são instrumentos financeiros semelhantes aos green bonds, mas voltados especificamente para o financiamento de projetos relacionados à preservação dos oceanos e à sustentabilidade dos ecossistemas marinhos;
- Sustainability-Linked Bonds (SLBs): são títulos financeiros que conectam o desempenho empresarial às metas ambientais. As empresas que emitem esses títulos se comprometem a cumprir metas sustentáveis, e a taxa de juros pode ser ajustada com base no cumprimento dessas metas;
- Sustainability-Linked Loans (SLLs): semelhante aos SLBs, esses empréstimos sustentáveis permitem que empresas se adaptem e se comprometam com as metas ambientais, sociais e de governança (ESG), oferecendo flexibilidade financeira para quem se dedica ao cumprimento das metas climáticas;
- Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC 3.0): a NDC 3.0 visa mobilizar recursos para apoiar a redução de emissões de gases de efeito estufa, promovendo ações para que os países alcancem suas metas climáticas com a ajuda de financiamentos sustentáveis;
- Mercado de Carbono: os mercados de carbono permitem que empresas compensem suas emissões, comprando e vendendo créditos de carbono. Esse sistema financeiro é uma maneira de incentivar a redução das emissões globais e gerar receitas para investir em projetos de mitigação climática;
- Transição Energética: refere-se à mudança da matriz energética global, substituindo fontes fósseis por fontes renováveis e limpas, como solar, eólica e hidrelétrica;
- Títulos Soberanos Verdes: esses títulos são emitidos por governos para financiar iniciativas ambientais, como a redução das emissões de carbono e a proteção ambiental. Eles permitem que nações obtenham recursos para projetos voltados para a preservação dos recursos naturais e o desenvolvimento de infraestruturas sustentáveis.
A compreensão desses conceitos é essencial para que a sociedade se envolva ativamente nas soluções globais que visam mitigar as mudanças climáticas e promover um futuro mais sustentável.
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