A desembargadora Nélia Caminha Jorge foi aclamada presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) para o biênio 2023-2024, durante sessão do pleno, nesta terça-feira (8).
Nélia foi a única magistrada a permanecer na disputa pelo cargo após a desistência dos desembargadores Airton Gentil, Cezar Bandiera, Lafayette Carneiro Vieira e Socorro Guedes.
Nélia irá substituir a atual administração, que tem à frente da presidência o desembargador Flávio Pascarelli no mandato tampão, de 4 julho deste ano até posse da gestão seguinte eleita.
A desembargadora é a terceira mulher a ocupar a presidência em 131 anos de existência do TJAM. No primeiro discurso após a eleição, Nélia agradeceu a confiança dos magistrados e disse que a gestão será compartilhada.
“Conto com os senhores porque sozinho ninguém faz nada. Estamos juntos para enfrentar esse desafio”, disse a presidente eleita após a conclamação.
Outros dirigentes eleitos
A desembargadora Joana Meirelles foi eleita vice-presidente após a desistência de Elci Simões, Airton Gentil e Cezar Luiz Bandiera.
Com a aclamação de Nélia e Joana, pela primeira vez na história, o judiciário no Amazonas terá mulheres ocupando, simultaneamente, os dois principais postos de direção.
O desembargador Jomar Fernandes foi aclamado corregedor-geral de Justiça. Ele foi o único magistrado inscrito para o cargo.
A posse dos novos dirigentes do judiciário estadual está marcada para o dia 2 de janeiro de 2023.
Perfil da presidente eleita
Natural de Manaus, Nélia ingressou na magistratura em 1989 no cargo de juíza substituta de carreira na comarca de Humaitá. Em 1994, foi promovida, pelo critério de merecimento, a juíza de Direito da 2ª Entrância, assumindo a 5ª Vara Cível e de Acidentes do Trabalho de Manaus.
Com vasta experiência em diversas varas e cargos da Justiça, Nélia chegou em 2015 ao cargo de desembargadora. No biênio 2020-2022 (até julho), Nélia esteve como corregedora-geral de Justiça.
A desembargadora esteve envolvida em uma polêmica. Reportagem do The Intercept, de julho de 2019 revelou que os filhos gêmeos de Nélia, os juízes Igor e Yuri Caminha Jorge, foram privilegiados no concurso realizado pelo Tribunal em 2015. O TJAM negou a acusação.
Texto: Larissa Cavalcante
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