sábado, 26 de setembro de 2026
TECNOLOGIA

Desconectados: Em 6 milhões de casas, moradores não usam internet

Dentre os lares sem internet, o motivo da maioria é não saber como usar a tecnologia.
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Os moradores de 6,4 milhões de casas não usam internet e o principal motivo não está relacionado à falta de infraestrutura de telefonia ou aos custos dos pacotes de dados. Em 2022, a internet era utilizada em 91,5% dos domicílios (68,9 milhões) brasileiros.

Entre os principais motivos para a ausência de conexão com a internet nesses lares, se destacam: nenhum morador sabia usar a internet (32,1%); não vê necessidade em acessar a internet (25,6%); serviço de acesso à internet era caro (28,8%).

Os dados fazem parte do levantamento sobre Tecnologia da Informação e Comunicação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad/TIC), divulgada nesta quinta-feira (9) pelo IBGE.

Em 5,4% das residências onde a internet não era usada, a indisponibilidade de serviços de acesso era o motivo principal, enquanto 3,9% a causa era o custo dos equipamentos eletrônicos. A falta de tempo (1,1%) e a preocupação com a segurança (0,6%) foram menos citados pelos entrevistados.

Perfil dos desconectados

Aproximadamente 2,8% das pessoas de 10 anos ou mais de idade não usam internet do Brasil. 

O IBGE estima que esse grupo, que soma 23,8 milhões de brasileiros, é formado principalmente por indivíduos sem instrução ou com ensino fundamental incompleto (78,5%). Além disso, pouco mais da metade são idosos.

Os dois motivos mais apontados para não usar a internet foram o desconhecimento (47,7%) e a falta de necessidade (23,5%), repetindo o padrão observado no caso das moradias.

Em seguida, aparecem: serviço de acesso à internet ou equipamento caros (16,2%) e indisponibilidade de acesso nos locais frequentados (3,6%).

Entre os idosos, com 60 anos ou mais, o não uso se explica principalmente pelo desconhecimento sobre como navegar na internet (66,1%).

Já entre crianças de 10 a 13 anos, os motivos mais citados foram a falta de necessidade (27,9%), o custo elevado (17,1%) e a preocupação com privacidade ou segurança (15,6%).

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