quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Deputados estaduais querem transparência mas silenciam sobre ranking

Segundo o MPC, a Aleam segue sem atender aos critérios de transparência de procedimentos licitatórios, relação de servidores e respectivos salários, entre outras informações.
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Os deputados estaduais do Amazonas parecem não se preocupar muito com o princípio fundamental da causa pública, a transparência. Depois de a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) ocupar, mais uma vez, o último lugar no Ranking da Transparência dos Poderes MP e DP do Estado ao atender a apenas 55,27% do que é exigido pela Lei Federal de nº 12.527, alguns representantes do Legislativo Estadual sequer responderam ao questionamento do RealTime1 sobre o incômodo que lhes causa a porcentagem diminuta da nitidez sobre aquilo que é praticado no Parlamento Estadual.

Procurados pelo RealTime1 por meio de seus telefones pessoais e/ou de suas assessorias, os deputados Dermilson Chagas (Podemos), Delegado Péricles (PSL), Joana D´Arc (PL), Wilker Barreto (Podemos) e Fausto Junior (DEM) não responderam até o fechamento desta reportagem sobre o que acham dessa posição desfavorável e negativa para a Casa das Leis.

Nem mesmo o presidente da Casa, deputado Roberto Cidade (PV), se manifestou sobre os motivos que levaram a instituição a receber essa nota, que foi a mais baixa dos seis órgãos analisados no ranking do Ministério Público de Contas (Governo do Amazonas, Defensoria Pública Estadual, Ministério Público Estadual, Tribunal de Justiça do Amazonas, Tribunal de Contas do Amazonas e Assembleia Legislativa do Amazonas).

Para se ter uma ideia, a nota mais baixa dentre as demais instituições foi a do TCE, com 81,25% no índice de transparência, bem acima dos 55,27% da ALEAM.

Serafim Corrêa (PSB) foi o único a responder ao RealTime1. O parlamentar foi sintético e, apesar de responder, preferiu não comentar o fato.

“Prefiro que a mesa se manifeste. Defendo toda a transparência possível, seria bom que o MPC visitasse todos e expusesse seu trabalho. Será interessante. Quanto mais transparência, melhor”.

Texto: João Luiz Onety

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