quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Depoente fica calada e Omar pede esclarecimentos para Luiz Fux do STF

Diretora da Precisa Medicamentos decidiu ficar calada diante de qualquer pergunta feita pelos senadores, embora decisão de Fux seja só para questões que possam incriminá-la.
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O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid-19, senador Omar Aziz (PSD), suspendeu a sessão que tomava o depoimento, nesta terça-feira (13), da diretora-executiva da Precisa Medicamentos, Emanuelle Medrades, que conseguiu, na noite desta segunda-feira (12), um habeas corpus que permite a ela ficar calada diante de perguntas que possam incriminá-la.

Contudo, a decisão da depoente de ficar calada sobre qualquer tipo de pergunta, mesmo as que não tinham potencial para incriminá-la, motivou a suspensão da sessão para que fosse encaminhado um pedido de embargo de declaração ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, para que explique e detalhe a exata extensão da decisão dele em relação à depoente.

A decisão de Omar, apoiada pelos senadores, veio após Emanuelle Medrades se recusar a responder uma pergunta do relator, senador Renan Calheiros (MDB/AL), sobre o tipo de vínculo empregatício que ela mantinha com a Precisa Medicamentos, empresa que intermediou a compra de 20 milhões de doses da vacina Covaxin, da farmacêutica indiana Bharat Biotech, pelo Ministério da Saúde.

“Esse é um tipo de pergunta que não tem potencial para incriminá-la em nada”, reclamou Renan Calheiros, mas Emanuelle seguiu a orientação do advogado e ficou calada.

Neste momento, os advogados da CPI preparam o pedido de embargo de declaração para encaminhar a Luiz Fux e a sessão segue suspensa até que ele responda. Omar disse que todos devem ficar no Senado, inclusive Emanuelle, até que a sessão possa ser retomada.

Texto: Gerson Severo Dantas

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