quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Datafolha: pandemia piorou a situação financeira de 45,6% dos brasileiros

Outros 41,7%, afirmaram que o vírus não interferiu nas finanças. Apenas 12,6% dos entrevistados perceberam uma melhora nas condições financeiras, desde o início da crise.
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A pandemia do coronavírus piorou a situação financeira de quase metade da população do país. É o que aponta uma pesquisa Datafolha, divulgada nesta quinta-feira (15).

De acordo com o levantamento, 45,6% dos brasileiros afirmaram que sofreram impactos negativos no bolso, desde o início da crise sanitária.

Outros 41,7% afirmaram que a chegada do vírus não interferiu nas finanças. Apenas 12,6% dos entrevistados perceberam uma melhora nas condições financeiras após o início da pandemia.

Impacto foi maior entre os mais pobres

Além disso, ainda segundo o Datafolha, a crise de saúde ampliou as desigualdades sociais do país, já que os impactos econômicos afetaram de forma mais intensa as camadas mais pobres da população.

Para 54% dos entrevistados com renda até dois salários mínimos (ou R$ 2.200, em valores de 2021) a renda se deteriorou. Já entre os que ganham entre dois e cinco salários mínimos (de R$ 2.200 a R$ 5.500) este número foi de 37%.

Este índice cai ainda mais entre a população com renda entre cinco a dez salários mínimos (de R$ R$ 5.500 a R$ 11.000). Neste grupo, apenas 25% dos entrevistados acusaram perda de poder de compra. Já entre a popualção com renda superior a R$ 11 mil, a deteriorização salarial afetou apenas 22% dos entrevistados.

Para 59% da fatia mais rica dos brasileiros, inclusive, a vida não sofreu alterações, apesar dos desafios impostos pela pandemia. Enquanto para 19% de privilegiados a situação até melhorou.

Amarelos e negros também sofreram mais

Já no recorte por cor de pele, a população amarela foi a que concentrou as maiores perdas financeiras neste período (56%), seguida pelos negros (51%), pardos (46%) e brancos (42%).

Trabalhadores fora do mercado formal

Entre os desempregados que estão em busca de empregos formais, 70% declararam que a pandemia dificultou ainta mais a recolocação do mercado de trabalho. A mesma percepção é compartilhada por donas de casa (51%), estudantes (46%) e quem está parado, mas desistiu de buscar emprego (44%).

Regiões

Entre as regiões brasileiras, a sensação de aperto no bolso foi mais sentida pelos nordestinos (49%), seguidos pelas regiões  Sudeste (46%) e Sul (45%). Por outro lado, nas regiões norte e centro-oeste, a maioria da população (46%) diz não ter sentido mudanças.

A pesquisa Datafolha ouviu 2.074 brasileiros em todo o país, entre os dias 7 e 8 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Da redação

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