sábado, 13 de julho de 2024

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COP26: mundo espera do Brasil mais do que palavras, avalia Marcelo Ramos

Deputado destaca esforços para regulamentação do mercado de crédito de carbono no país para a garantia de até 72 bilhões de dólares para negociações no mercado internacional.
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Desmatamento na Amazônia (Foto: Vinícius Mendonça/Ibama)

O deputado federal pelo Amazonas, Marcelo Ramos (PL), vice-presidente da Câmara dos Deputados, disse, nesta sexta-feira (29), que o mundo na Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP-26) espera do Brasil mais do que palavras.

“Espera mais compromissos efetivos de natureza administrativa ou legislativa e até policial, para cumprir os objetivos de desmatamento ilegal zero até 2030 e neutralidade climática até 2050”, destaca o parlamentar.

A COP-26 será realizada de 1º a 12 de novembro de 2021, em Glasgow, na Escócia, e tem entre seus objetivos discutir a implementação do Acordo de Paris, que é considerado um dos mais importantes compromissos multilaterais para a redução de emissão de gases de efeito estufa.

“O fato de nós termos preservado até aqui, não nos dar autorização para desmatar mais e emitir mais gases do efeito estufa daqui por diante porque o que está em jogo é o futuro do planeta, se ele será habitável para as próximas gerações”, avalia o deputado.

Regulamentação do mercado de crédito de carbono no Brasil

Marcelo garante que, do ponto de vista legislativo, junto com outros deputados, está se esforçando para votar, na próxima semana, o projeto de Lei 528, que regulamenta o mercado de crédito de carbono no Brasil.

Primeiro, segundo ele, monetizando e transformando em ativos financeiros a floresta amazônica em pé pela capacidade que ela tem de sequestrar carbono da atmosfera e revertendo o dinheiro, a riqueza, parte dela pelo menos, para as populações tradicionais, ribeirinhos, quilombolas, populações indígenas.

Já na outra ponta estabelecendo metas de emissão para a indústria e para o setor energético e o mecanismo de caap trading. “Quem emite mais do que a meta tem que comprar crédito para compensação e quem emitir menos tem créditos para vender no mercado”, explica Marcelo Ramos.

Brasil pode ter até 72 bilhões de dólares para negociar no mercado internacional

Ele explica que o potencial líquido desse mercado, ou seja, depois todas as emissões de carbono forem compensadas, varia entre USD 17 e USD 72 bilhões que o Brasil terá para negociar no mercado internacional. “Portanto, é mais do que urgente a aprovação do projeto 528 e a regulamentação do mercado de crédito de carbono no Brasil”, enfatiza o vice-presidente da Câmara dos Deputados.

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Texto: Isac Sharlon

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