O caso de uma criança de dois anos, picada por um escorpião enquanto dormia em casa, e internada em estado grave na UTI de um hospital em Taguatinga, em Brasília (DF), acendeu o alerta sobre os riscos do envenenamento pelo animal.
As autoridades de saúde salientam que é necessário prevenir a proliferação de escorpiões e também saber o que fazer em caso de ser picado por um.
Sinais e sintomas
Segundo a Secretaria de Saúde do Distrito Federal, a maioria dos casos de picada por escorpião, cerca de 87%, levam a quadros leves, que não necessitam da aplicação de soro antiescorpiônico . Entretanto, é preciso ficar atento à evolução e piora dos sintomas.
Crianças e idosos são afetados de forma mais intensa pelo veneno. O soro antiescorpiônico, utilizado para tratar a picada, é disponibilizado apenas no Sistema Único de Saúde (SUS).
Após a picada, a dor no local é imediata em praticamente todos os casos. Em seguida, podem surgir sintomas como sensação de formigamento, vermelhidão e suor no local.
Após alguns minutos ou horas, principalmente em crianças, podem aparecer outros sintomas mais intensos, como tremores, náuseas, vômitos, produção excessiva de saliva.
Prevenção
O aparecimento de escorpiões em casas é mais frequente durante o verão, momento em que esses animais peçonhentos, devido à inundação provocada pelas chuvas, fogem dos locais em que estavam escondidos em busca de abrigo seco e alimento.
Os escorpiões se alimentam principalmente de baratas, moscas, aranhas e outros insetos pequenos. Por isso, é importante evitar acúmulo de lixo e entulhos nas casas e quintais e fechar bem as lixeiras.
Além disso, outra medida de prevenção é usar soleiras nas portas e janelas, telas em ralos do chão, pias e tanques. Também é importante afastar camas e berços das paredes e evitar que roupas de cama e mosquiteiros encostem no chão.
Manter a limpeza periódica de terrenos baldios vizinhos é igualmente relevante, e caso o proprietário se negue a fazê-lo, o serviço pode ser solicitado à prefeitura.
Encontrei um escorpião, e agora?
O indicado é, se possível, coletar o animal ainda vivo, colocá-lo em um vidro com álcool e ligar para o Disque Saúde 160 para mais orientações. A medida ajuda na identificação e registro da espécie, o que torna possível monitorar o tipo de escorpião mais presente e novos casos na região, facilitando o controle da proliferação.
Da Redação, com informações do Brasil de Fato
Leia Mais: