O diabetes é uma doença crônica caracterizada pela incapacidade do corpo de produzir insulina ou de empregar adequadamente este hormônio. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença afeta cerca de 240 milhões de pessoas, o que significa que 6% da população mundial sofre deste mal.
Em Manaus, a Atenção Primária de Saúde, gerenciada pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), desenvolve ações de prevenção e tratamento aos seus 34.687 diabéticos cadastrados no sistema.
Apoio da Semsa
Uma das estratégias que a Semsa adota é alertar a população sobre os primeiros sinais da doença, que pode evoluir para complicações, resultando, inclusive, em amputação dos membros inferiores (dedos, pés e pernas).
Caso seja detectada a doença, a rede de atenção primária disponibiliza atendimentos médicos, exames, acesso a medicamentos e acompanhamento regular dos usuários em Manaus. Para ter acesso a esse conjunto de cuidados, basta ir a uma Unidade Básica de Saúde (UBS), levando RG, CPF e cartão do Sistema Único de Saúde (SUS) – se o usuário tiver perdido ou não tiver ainda este documento, a equipe da UBS o providencia.
Sintomas
A médica clínica geral Fabiane Castilho aponta que o diabetes apresenta alguns sintomas específicos como fome frequente, aumento da sede, vontade de urinar diversas vezes ao dia, perda de peso inexplicada e súbita. O histórico da doença na família também exige atenção.
“Existem também alguns fatores pessoais e ambientais de risco, como excesso da ingestão de carboidratos, o tabagismo e aspectos relacionados às doenças da síndrome metabólica, que causam alterações de colesterol e triglicerídeos. Esse conjunto de condições contribui para a formação do diabetes, juntamente com a hipertensão arterial. Importante salientar que a obesidade e o sedentarismo favorecem a formação do diabetes no organismo”.
HiperDia
A diretora da Unidade de Saúde da Família Dr. Luiz Montenegro, no bairro Nossa Senhora das Graças, zona Sul, Renata Cavalcante, acentua a importância do programa HiperDia, que compreende o tratamento de usuários com diabetes e hipertensão, condições que costumam estar associadas.
Renata Cavalcante explica que todos os usuários atendidos na unidade passam pelo teste de glicemia e quando há alterações (quando as dosagens de glicemia de jejum estão acima de 126mg/dL), os pacientes realizam exames para confirmação da doença. “Aquele paciente que é identificado com diabetes já fica em acompanhamento com acesso à medicação e vem aqui pelo menos de seis em seis meses para uma reavaliação pelo médico clínico”.
Da Redação, com informações da assessoria
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