A renovação de mobília do plenário da Câmara Municipal de Manaus (CMM) provocou troca de farpas entre os vereadores de oposição e os da base do prefeito David Almeida (Avante). O vice-presidente da Casa, vereador Wallace Oliveira (Pros) justificou os gastos de R$ 800 mil de forma curiosa.
“Eu não fui pesquisar quem fez ou quem deixou de vender ou quem comprou ou quem pagou, mas vejo que houve, sim, necessidade. Tenho um Cobalt 2018, pretendo ter um carro melhor. Não pretendo ter um carro inferior ao que eu tenho”, defendeu Wallace Oliveira usando um exemplo individual durante a sessão plenária da CMM desta terça-feira (8).
O vereador Amom Mandel (sem partido), que é integrante da Mesa Diretora da Câmara, disse que o presidente da Casa, vereador David Reis (Avante) não conversa e nem avisa os outros membros da Mesa quando toma decisão final sobre licitações.
Amom provocou os vereadores da Mesa Diretora dizendo para se posicionarem contra o gasto. “Quem cala, consente. Não acho correto esse tipo de atitude por parte do presidente da Casa, gerando esse desgaste sem se quer falar com os parlamentares antes e mesmo que falasse, não estaria correto”, disse.
A vereadora Glória Carratte (PL), que é secretária de Mesa Diretora, reagiu e disse que está atenta. Segundo ela, sempre vai à presidência, “olha e faz perguntas” ao presidente sobre as licitações, mas adicionou dizendo que David Reis teve a intenção de dar mais conforto aos vereadores.
O vereador Gilmar Nascimento (Democratas), que assumiu há menos de três semanas a vaga do vereador cassado Sandro Maia, saiu em defesa de Amom. Gilmar afirmou que é necessário que o presidente comunique as decisões para os outros membros da Mesa.
“Vejo que não tem comunicação. Quando a pedrada cai na Câmara não cai só na cabeça do presidente. Cai em todos nós. Ser vereadora não é fiscalizar a Prefeitura, mas também a Câmara”, registrou.
Gilmar Nascimento afirmou ainda que as cadeiras não têm ergometria. “Olha como eu tô, presidente. A distância que tô da cadeira. Não tem ergometria. Não tem nada”.
Texto: Jefferson Ramos
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