A elevação do nível das águas dos rios já atinge ruas do centro, no entorno da Feira da Manaus Moderna e Feira da Banana, e preocupa os feirantes. O trânsito começa a ser prejudicado, com congestionamentos, na região, como na Rua dos Barés, afetada pela subida das águas. A Prefeitura informou que providenciará marombas e descartou a possibilidade de relocação dos permissionários.
Segundo o presidente da Comissão Gestora da Feira Manaus Moderna e do Sindicato dos Feirantes de Manaus, Davi Lima, caso as águas continuem subindo no ritmo que ocorre diariamente, em duas semanas, os feirantes que atuam nas áreas de vendas de peixes e carnes da Manaus Moderna poderão ser afetados e talvez, precisem ser transferidos do local.
“Acredito que no ritmo que as águas estão subindo, em duas semanas o setor de peixe e carne da Feira Manaus Moderna, vai afundar. Hoje, já sofremos com o engarrafamento na rua dos Barés por conta de alagação. Vemos que logo as águas chegarão à rua Barão de São Domingos, também. Por enquanto as feiras são afetadas somente com escassez de alguns produtos que acabam tendo os preços elevados”, informou Lima.
De acordo com o titular da Secretaria Municipal de Agricultura, Abastecimento, Centro e Comércio Informal (Semacc), Renato Junior, o ritmo diário de subida das águas preocupa o município. Ele informou que caso as águas alcancem a área interna das feiras a secretaria entrará em operação junto à Defesa Civil municipal para a construção de marombas (estrutura de madeira construída sobre a água) e para as devidas interdições nas ruas alagadas.
“Temos perspectivas de cheia sem precedentes. É preocupante. A determinação do prefeito Davi Almeida, é que atuemos junto à Defesa Civil em operação rápida, assim que a água começar a subir, construir as marombas e fazer as interdições no entorno dessas feiras para que os feirantes e os clientes não sofram tanto”, disse. “A relocação é a ultima a hipótese. Isso já aconteceu no passado e foi muito ruim tanto para os clientes como para os feirantes. Temos outras formas de tentar mantê-los lá e ainda assim o acesso até as feiras ser continuado”, completou.
Reportagem: Priscila Caldas
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