quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Centros históricos precisam conectar Mobilidade, sustentabilidade e resiliência climática

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Área do do Relógio Municipal, no centro histórico de Manaus, foi invadida pelas águas na cheia de 2021.

Centros históricos só permanecem vivos se estiverem conectados ao presente. As ações mais modernas de revitalização priorizam mobilidade urbana eficiente, sustentabilidade ambiental e adaptação às mudanças climáticas.

Em Barcelona e Copenhague, pedestres, ciclistas e transporte coletivo são prioridade no acesso às áreas centrais. O resultado é duplo: menos poluição e mais gente circulando, com o comércio local fortalecido.

Em Medellín, parques lineares e espaços arborizados substituíram áreas degradadas, enquanto Seul devolveu o córrego Cheonggyecheon ao coração da cidade, transformando um eixo urbano congestionado em pulmão verde. A resiliência também se tornou pauta obrigatória.

Veneza e Amsterdã incorporam barreiras de proteção contra enchentes, planos de drenagem avançados e monitoramento climático, preparando-se para eventos extremos que podem comprometer seus patrimônios históricos.

No Brasil, esse segundo eixo, a adaptação às mudanças climáticas, ainda é um grande desafio.

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Os centros hitóricos de Manaus e Belém

Na Amazônia, Belém e Manaus já enfrentam eventos extremos com alagamentos frequentes, mas ainda não incorporaram soluções de resiliência climática nos seus centros históricos.

O contraste é evidente: enquanto cidades globais transformam áreas centrais em vitrines de inovação ambiental, as capitais brasileiras permanecem presas a problemas básicos de urbanização e manutenção.

Capitais como Curitiba e Fortaleza fizeram avanços em mobilidade sustentável, mas os centros históricos continuam dominados pelo transporte motorizado e pela ausência de calçadas de qualidade.

Salvador e Recife, por exemplo, enfrentam gargalos de acesso em áreas tombadas, dificultando a circulação de moradores e turistas. A sustentabilidade também caminha em ritmo lento.

Poucas cidades implementaram infraestrutura verde nos centros históricos, e o tratamento de drenagem continua insuficiente, o que torna essas áreas especialmente vulneráveis a enchentes, como ocorre em São Paulo e Belo Horizonte.

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