Rede internacional de verificadores de fatos enviou nesta quarta-feira (12) uma carta aberta à CEO do YouTube Susan Wojcicki exigindo que a plataforma enfrente a disseminação desenfreada de fake news . Mais de 80 organizações de verificação de fatos de 40 países assinam o documento que reivindicam a extensão de mecanismos de proteção para outros idiomas que não o inglês.
Um dos parágrafos ressalta o Brasil, afirmando que no País “a plataforma tem sido usada para amplificar o discurso de ódio contra grupos vulneráveis, atingindo dezenas de milhares de usuários. As eleições também não estão seguras.” Além do Brasil, os únicos países destacados foram os EUA, Taiwan e Filipinas.
As organizações argumentam que as políticas do YouTube simplesmente “não estão funcionando”. Eles também enfatizaram que a situação em torno da desinformação é ainda pior em países que não falam inglês, onde as políticas são menos exercidas. Elas ressaltam que os efeitos da disseminação de mentiras e desinformação podem resultar em eventos extremos como a tentativa de invasão do Capitólio, nos Estados Unidos, há um ano.
Pelo Brasil, assinam os documentos as agências verificadoras ‘Aos Fatos’ e Lupa.
Com informações do Media Talks
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