quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Câmara aprova exame toxicológico obrigatório para obter CNH nas categorias A e B

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Nova lei prevê exame toxicológico para obter a primeira habilitação nas categorias A e B.

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quinta-feira (29), o projeto de lei que passa a exigir exame toxicológico para todos os motoristas das categorias A e B no momento da obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), mesmo que não atuem profissionalmente no transporte de passageiros ou cargas. O texto segue para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A proposta já havia sido aprovada anteriormente pela Câmara, mas passou por modificações no Senado e retornou para nova análise dos deputados.

Entre as alterações acolhidas está a exigência do exame toxicológico para os condutores que buscam a primeira habilitação nas categorias A (motocicletas) e B (veículos de passeio).

O exame não será exigido para a renovação da CNH de motoristas autônomos ou privados, como previa o texto aprovado pelo Senado. Esse trecho foi retirado durante a votação dos destaques.

A proposta também prevê que recursos arrecadados com multas de trânsito serão utilizados para custear a CNH de pessoas de baixa renda, do projeto “CNH Social”, desde que estejam inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).

Transferência de veículos poderá ser feita de forma eletrônica

Durante a análise em plenário, os deputados aprovaram um destaque que reinseriu no texto um ponto proposto pelo Senado, mas que havia sido rejeitado pelo relator Alencar Santana Braga (PT-SP).

A emenda aprovada autoriza a transferência de propriedade de veículos por meio eletrônico, a ser realizada pelos Detrans ou órgãos estaduais e distritais de trânsito.

“Essa alteração, inicialmente, foi proposta pelo Senado; porém, do jeito que está, gera insegurança. Lembremos que hoje muitos Estados já utilizam o sistema do Governo para fazer a transferência eletrônica. Não é 100% ainda, mas é a maioria deles, salvo engano, 24”, afirmou o deputado.

O CEO da plataforma de validação digital Epicentor, Humberto Luiz Ribeiro, que também é membro do Conselho de Cibersegurança do Fórum Econômico Mundial, afirmou que a medida exige atenção quanto à proteção de dados e integridade dos sistemas.

“Nenhum sistema digital é infalível, e todos demandam vigilância permanente e independente. Exemplo recente vem dos Estados Unidos, onde um ataque à CDK (fornecedora de software) paralisou mais de 15 mil concessionárias de veículos por semanas, com prejuízos diretos de mais de 9 bilhões de dólares”, disse.

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