O Brasil concluiu a ratificação dos acordos de livre comércio do Mercosul com a Associação Europeia de Livre Comércio, a EFTA, e com Singapura. Os instrumentos de ratificação foram depositados em 30 de junho junto ao governo do Paraguai, que presidiu o Mercosul no primeiro semestre.
A informação foi confirmada pelos ministérios das Relações Exteriores, da Agricultura e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Segundo a Agência Brasil, os acordos ampliam o acesso de exportações nacionais a mercados estratégicos na Europa e na Ásia e fazem parte da estratégia brasileira de diversificação comercial.
O acordo com a EFTA reúne Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça. Com o Mercosul, o mercado combinado passa de 280 milhões de consumidores. Quando o tratado entrar em vigor, cerca de 99% do valor das exportações brasileiras para os países da EFTA terão acesso preferencial.
Já o acordo com Singapura é o primeiro tratado de livre comércio firmado pelo Mercosul com um país do Sudeste Asiático. Para o Brasil, o tratado entra em vigor em 1º de agosto e garante tarifa zero para 100% das exportações brasileiras destinadas ao país asiático.
A ratificação tem peso econômico, mas exige cautela. Abertura de mercado pode favorecer exportadores, agronegócio, indústria e serviços, mas também pressiona setores menos competitivos. Ganhar mercado externo exige capacidade produtiva, logística eficiente, padrões sanitários, regularidade de entrega e inovação.
Para estados como o Amazonas, o debate passa por uma pergunta objetiva: como o Polo Industrial de Manaus e cadeias da bioeconomia podem aproveitar acordos internacionais? Sem política de exportação regional, o benefício tende a ficar concentrado nos setores que já têm estrutura para vender ao exterior.