quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Bolsonaro mente ao dizer que ICMS encarece valor da gasolina no AM, diz Serafim

O deputado destacou que o ICMS que incide sobre o preço da gasolina, no Amazonas, está congelado há 24 anos. A alíquota praticada pelo Estado é de 25%.
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Ainda repercutindo o discurso do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que atacou governadores ao falar sobre a economia do país durante sua passagem por Manaus, o deputado Serafim Corrêa (PSB) o repudiou, destacando que as afirmações ditas pelo presidente são mentirosas, especialmente o que foi falado sobre o valor da gasolina nos postos de combustíveis.

Em Manaus, mesmo tendo no palanque um governador aliado, Bolsonaro ignorou a presença de Wilson Lima (PSC) e disse que era culpa dos administradores estaduais o preço cobrado pelo litro da gasolina. O presidente relacionou o valor aos impostos cobrados pelos Estados, como o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Serafim destacou que o ICMS que incide sobre o preço da gasolina, no Amazonas, está congelado há 24 anos. A alíquota praticada pelo Estado é de 25%.

“Essa alíquota foi criada pelo então governador Amazonino Mendes, em 1997, e passou pelos governos de Eduardo Braga, Omar Aziz, José Melo, David Almeida e agora Wilson Lima. Nesses outros mandatos o ICMS não influenciava sobre o preço da gasolina? Claro que não influenciava, porque o resultado final do preço da gasolina parte de uma base e o que está por trás disso tudo é algo que os economistas, os operadores de mercado, os grandes empresários, políticos, denominaram de ‘custo Bolsonaro’”, disse Serafim.

Aumento relacionado à instabilidade do país

Para o líder do PSB na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), cada vez que Bolsonaro ataca o judiciário, gera mais instabilidade econômica, o que se reflete na alta do combustível.

“Quando o presidente de um país gera instabilidade, isso se conecta com a economia diretamente, e aí não tem jeito, o dólar sobe, porque havendo insegurança o mercado corre para o dólar. O efeito disso é que os juros aumentam e realimentam a inflação e a miséria se amplia”, avaliou o parlamentar.

(Foto: Divulgação)

No ranking da carga tributária dos combustíveis por estado (ICMS), o Amazonas, explica Serafim, é o menor, 25%, e o Rio de Janeiro, estado de Bolsonaro, possui a maior taxa, 34%.

“Está na hora do presidente Bolsonaro baixar a bola dele e vir para a realidade. Porque o que vai acontecer é que nessa pisada ele vai perder a eleição mais feio do que ele imagina. Ele talvez fique até fora do segundo turno, porque por esse caminho vai dar errado para ele, mas infelizmente vai dar muito errado também para o povo brasileiro, para os 15 milhões de desempregados, para as pessoas que estão pagando mais de R$ 6 no litro de gasolina e mais de R$ 100 numa botija de gás”, comentou Serafim.

Com informações da assessoria

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