Ao participar da inauguração da segunda etapa do Residencial Cidadão Manauara, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) manteve o discurso de ataque aos governadores que optaram por decretar medidas restritivas mais duras na pandemia, como o fechamento do comércio, com o intuito de barrar a proliferação do coronavírus. Para o presidente, a situação econômica dos brasileiros é culpa deles.
“Lá atrás, grande parte dos governadores disseram que deveríamos respeitar aquela máxima ‘fique em casa, que a economia a gente vê depois’ e, agora, a economia está batendo nas nossas portas”, cutucou o presidente, mesmo sabendo que no mesmo palanque estava o governador Wilson Lima (PSC) que, ainda na primeira onda da pandemia, decretou uma série de restrições para ajudar a frear os casos de Covid no Amazonas.
Com 570.598 mil mortos em decorrência da Covid-19 e ainda com mais de 20 mil casos confirmados da doença, o presidente disse que foi “praticamente alijado do combate à pandemia”, só podendo enviar dinheiro, mais uma vez contando a versão mentirosa de que o STF o impediu de agir.
E mais uma vez atacou os governadores, falando que foram “eles que jogaram cerca de 40 milhões de pessoas na miséria”.
“A grande queda na renda de vocês está relacionada ao fato de obrigarem vocês a ficarem em casa, ao decretarem toque de recolher, lockdown e confinamento. Essas pessoas jogaram na miséria em torno de 40 milhões de pessoas”, disse Bolsonaro aos populares que retribuíam o discurso ao coro de “mito, mito”.
O presidente não parou por aí… Itens que, hoje, são alvos de constantes reclamações pela população por causa do valor cobrado, a botija de gás e a gasolina também entraram no discurso de Bolsonaro. Ele garante que o valor não sai mais em conta para o consumidor por causa dos impostos estaduais.
“Para a botija, zeramos o imposto federal. Se [o valor] chega a R$ 130, a responsabilidade não é do Governo Federal. A gente lamenta que alguns estados tenham aumentado o ICMS em plena pandemia. Agora, vamos ver quem é o vilão nesta história. Não é o Governo Federal”, finalizou o presidente.
Talvez por Manaus ser uma cidade predominantemente ‘bolsonarista’, o presidente, no discurso de hoje, evitou falar sobre as Eleições de 2022, cuja realização ele já ameaçou por conta do sistema eletrônico do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Texto: Rosianne Couto
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