quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Bolsonaro confirma viagem a Moscou mesmo com escalada de tensões

Bolsonaro deve embarcar para Moscou às 19 horas da segunda-feira e chegar ao destino apenas na noite de terça-feira. Na quarta-feira, 16, se reúne com Putin e empresários.
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O presidente Jair Bolsonaro (PL) confirmou neste sábado, 12, que vai viajar para Moscou na próxima segunda-feira, 14, apesar das tensões crescentes entre Rússia e Ucrânia, e citou a dependência brasileira dos fertilizantes russos. A manutenção da viagem em meio à iminência de um ataque a Kiev pelo presidente da Rússia, Vladimir Putin, foi antecipada nesta sexta-feira pelo Estadão.

“Fui convidado pelo presidente Putin. O Brasil depende de fertilizantes da Rússia e da Bielorrúsia. Levaremos um grupo de ministros também para tratarmos de outros assuntos que interessam ao nosso País, energia, defesa e agricultura”, afirmou o presidente em transmissão ao vivo nas redes sociais, após conceder entrevista ao ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho (PROS), na Rádio Tupi.

Bolsonaro deve embarcar para Moscou às 19 horas da segunda-feira e chegar ao destino apenas na noite de terça-feira. Na quarta-feira, 16, se reúne com Putin e empresários locais em meio à preocupação do agronegócio brasileiro sobre a política protecionista russa em torno de fertilizantes essenciais para as lavouras.

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, no entanto, não deverá participar da comitiva. Ela testou positivo para a covid-19 na última terça-feira e ainda não se recuperou. Cristina, cotada para a vice de Bolsonaro nas eleições de 2022, é quem lidera as discussões com os russos sobre fertilizantes.

“A gente pede a Deus que reine a paz no mundo para o bem de todos nós”, limitou-se a dizer sobre o conflito envolvendo seu primeiro destino internacional em 2022 e a Ucrânia, apoiada pelos Estados Unidos e outros países do Ocidente.

A situação na Rússia vem sendo monitorada pelo Gabinete de Segurança Institucional e pelo Ministério da Defesa. A reportagem apurou que a equipe chefiada pelo ministro Augusto Heleno já se manifestou contra a viagem. A coordenação entre eles será crucial para uma decisão final, segundo auxiliares diretos do presidente. Somente o estopim do conflito poderia cancelar a viagem.

Assessores da Presidência embarcam neste sábado, em voo comercial. Outros já estão em Moscou. Depois da Rússia, Bolsonaro segue para Budapeste, para agenda com o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, líder nacionalista de extrema direita.

Da Redação, com informações do Estadão

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