O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) completa neste domingo (26.set.2021) a marca de 1.000 dias como hóspede do Palácio da Alvorada, em Brasília.
Diante da pandemia de covid-19 e da deterioração de indicadores econômicos, Bolsonaro tem a 2ª menor taxa de popularidade entre os presidentes pós-redemocratização ao chegar ao milésimo dia de governo. Só ganha de Fernando Collor de Mello, que deixou o cargo no 1.020º dia de gestão.
O Poder360 compilou os dados de todas as pesquisas de popularidade dos presidentes eleitos de 1992 até 2021. Os levantamentos usados são das empresas Datafolha, Ibope, Ipec e PoderData. Itamar Franco (1992-1995) e Michel Temer (2016-2018) não foram considerados, pois não chegaram a completar 1.000 dias à frente do governo —Itamar teve 732 dias; Temer, 852.
A pesquisa mais recente, do Ipec (Inteligência em Pesquisa e Consultoria), divulgada na 4ª feira (22.set), mostra que 53% dos entrevistados consideram o governo Jair Bolsonaro “ruim” ou “péssimo”. Para 23%, a atual gestão é “regular”. São 22% os que aprovam o governo. O Ipec é administrado por executivos ligados ao antigo Ibope (que fechou as portas em janeiro de 2021).
Em 27 de setembro de 2013, Dilma Rousseff (PT) era aprovada por 36%, segundo o Datafolha, e por 37%, segundo o Ibope. A presidente enfrentava as maiores manifestações contra o seu governo até então. Atos por todo o país haviam estourado em junho e produziram ecos pelos meses seguintes. No auge dos protestos daquele ano, a petista viu a taxa de aprovação cair 27 pontos percentuais em 1 mês (Datafolha).
O Datafolha, empresa do jornal Folha de S.Paulo, divulgou pesquisa em 16 de setembro que também mostra Bolsonaro aprovado por 22% da população. São 24% os entrevistados que o consideram “regular” e 56% os que o avaliam como “ruim” ou “péssimo”.
Da redação, com informações do Poder 360
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