Manaus pode ganhar quatro novos corredores de BRT (Bus Rapid Transit) até 2054, segundo um estudo inédito do BNDES em parceria com o Ministério das Cidades.
O investimento estimado é de R$ 2,85 bilhões, conforme dados do Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU).
O levantamento aponta que a capital amazonense pode ampliar sua rede de transporte público de média e alta capacidade, com 48 quilômetros de novos corredores, distribuídos entre os eixos extremo norte, norte/leste, área central e extremo sul.
O objetivo é tornar os deslocamentos mais rápidos, econômicos e sustentáveis.
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Mobilidade, economia e sustentabilidade
De acordo com o estudo, a implementação dos BRTs pode reduzir o tempo médio de deslocamento em 6%, o custo operacional por viagem em 8% e evitar a emissão de 34,6 mil toneladas de CO₂ por ano.
Além disso, o impacto econômico da redução no tempo de viagens é estimado em R$ 887 milhões, enquanto os benefícios sociais podem alcançar R$ 1,8 bilhão no cenário padrão e R$ 5,6 bilhões no cenário otimizado.
O ENMU também projeta que a capital poderá evitar até 10 mortes no trânsito por mês, contribuindo para um sistema de transporte mais seguro.
No cenário otimizado — que inclui políticas de incentivo ao transporte coletivo e de desestímulo ao uso do carro — a redução de emissões pode chegar a 8%.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou que a proposta fortalece políticas públicas voltadas a “um transporte mais eficaz, menos poluidor e mais seguro”.
Já o ministro das Cidades, Jader Filho, afirmou que os projetos “mostram que o Brasil está se adaptando às mudanças do clima com ações que unem sustentabilidade, mobilidade e inclusão social”.
O documento ressalta que sistemas como o BRT garantem maior eficiência energética, menor custo por passageiro e redução na necessidade de subsídios.
Em Manaus, essa expansão é vista como essencial para enfrentar o crescimento urbano e melhorar a integração entre bairros e o Centro.
O ENMU, iniciado em 2024, já concluiu 87% de suas etapas e prevê a criação de uma carteira nacional de projetos para concessões e parcerias público-privadas (PPPs).
A fase seguinte deve abordar modelos de financiamento, garantias públicas e mecanismos de governança metropolitana, voltados à modernização da mobilidade urbana.
Com essas ações, o BNDES projeta que, até 2054, Manaus e outras capitais brasileiras possam contar com sistemas de transporte mais acessíveis, eficientes e sustentáveis, alinhados às metas de desenvolvimento urbano e ambiental do país.
Confira o estudo na íntegra:
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