terça-feira, 22 de setembro de 2026
ECONOMIA

Banco Central reduz Selic para 14,5% ao ano

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Sede do Banco Central
Sede do Banco Central em Brasília (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

O Banco Central reduziu a taxa Selic de 14,75% para 14,5% ao ano, em decisão unânime do Comitê de Política Monetária. Foi o segundo corte seguido dos juros básicos da economia, apesar do cenário de incerteza provocado pela guerra no Oriente Médio e seus reflexos sobre combustíveis e alimentos.

A Selic havia permanecido em 15% ao ano entre junho de 2025 e março de 2026, maior patamar em quase duas décadas. O Copom voltou a cortar juros na reunião anterior, diante de sinais de alívio inflacionário, mas o ambiente externo voltou a dificultar a condução da política monetária.

Em comunicado, o Copom afirmou que monitora a guerra no Oriente Médio e os efeitos de uma possível prolongação do conflito sobre a inflação. O Banco Central também apontou aumento da incerteza nas projeções, diante da falta de clareza sobre a duração dos conflitos e seus impactos nos modelos de análise.

A prévia da inflação, medida pelo IPCA-15, acelerou para 0,89% em abril. No acumulado de 12 meses, o índice chegou a 4,37%, contra 3,9% em março. A meta contínua de inflação é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, o que estabelece teto de 4,5%.

A redução dos juros tende a baratear o crédito e estimular consumo e produção, mas também reduz a força do combate à inflação. A decisão mostra que o Banco Central tenta aliviar gradualmente o custo financeiro da economia sem abandonar a cautela. Para famílias e empresas, o corte é positivo, mas ainda insuficiente para mudar rapidamente o cenário de crédito caro e endividamento elevado.

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