Com aprovação Medida Provisória (MP) 1.031/2021, que viabilizou a privatização da Eletrobrás, representantes da indústria torcem para que a desestatização resulte em investimentos ao setor energético que efetivamente gerem redução na cobrança das tarifas de energia elétrica e barateamento ao produto final.
O presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, destacou que a redução nos custos da energia elétrica possibilitará a contenção dos custos em cadeia, beneficiando consequentemente o consumidor final.
“Precisamos entender que hoje pagamos muito caro por um serviço de baixa qualidade. A expectativa é que, em se privatizando, investimentos sejam feitos para melhorar a qualidade do fornecimento de energia elétrica. Certamente, toda e qualquer medida de redução de custo favorece a todos, cidadão, indústria e comércio”, analisou o empresário.
Para o presidente da Federação da Indústria do Estado do Amazonas (Fieam), Antonio Silva, o assunto demanda análise aprofundada. Ele afirma que, em tese, a privatização traria uma formatação mais célere e competitiva, mas que alguns pontos necessitam de ajustes para que o objetivo seja alcançado.
“É preciso atentar aos dispositivos que estão sendo incutidos no processo, os quais dispõem sobre a fonte, quantitativo e localização da construção de novas térmicas. Essas imposições podem trazer um custo imediato para as contas”, analisa.
“A Eletrobrás comercializa a energia a um custo menor, haja vista que é produzida em usinas antigas que tiveram seus custos amortizados ao longo dos anos de operação. Há o risco de encarecimento também a partir da venda a preços de mercado”, concluiu.
Texto: Priscila Caldas
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