quinta-feira, 24 de setembro de 2026

André Mendonça diz que apoio de Silas foi determinante para chegada ao STF

Afagos do recém-aprovado ministro, André Mendonça, coloca em xeque sua imparcialidade, visto que Silas Câmara aguarda julgamento por prática de rachadinha na Suprema Corte.
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Em pregação na Igreja Evangélica Assembleia de Deus no Amazonas (Ieadam), comandada pelos irmãos Câmara, o recém-aprovado ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), pastor presbiteriano André Mendonça, disse que o apoio do deputado federal Silas Câmara (Republicanos) foi essencial para confirmação do nome dele para o Supremo.

“O pastor e deputado federal Silas Câmara foi um ombro amigo que Deus enviou através de vocês para que eu pudesse chegar onde eu cheguei. Então, meu muito obrigado ao deputado, pastor Silas Câmara”, agradeceu o novo ministro do Supremo.

Silas Câmara aguarda julgamento no STF da Ação Penal 864 que é relatada pelo ministro Roberto Barroso e vai fixar o entendimento do Supremo sobre a prática da ‘rachadinha’, crime atribuído a Silas Câmara.

A partir da posse, André Mendonça junto aos outros 10 ministros, vai julgar a ação que teve audiência adiada para ano que vem. No entanto, o afago direito de Mendonça a Silas Câmara coloca em xeque a imparcialidade do novo ministro para decidir sobre o suposto cometimento de ‘rachadinha’.

O esquema de ‘rachadinha’ consiste no repasse, por parte de um servidor público ou prestador de serviços da administração, de parte de sua remuneração a políticos e assessores.

É possível que Mendonça peça mais tempo para analisar o mérito quando a ação for julgada pelo plenário do Supremo, suspendendo o julgamento e, assim, fazendo com que Silas ganhe fôlego na Câmara.

No dia que o juiz foi aprovado ao STF pelo Senado, Silas comemorou o resultado abraçado a André Mendonça. Na ocasião, Mendonça chamou Silas Câmara de “guerreiro” e o deputado retribuiu o elogio dizendo que o futuro ministro do STF “fez história”.

A Procuradoria-Geral da República acusa Silas de peculato, cuja pena é de dois a doze anos de prisão. À Justiça ele nega ter cometido irregularidades. O processo tramita no STF desde 2013 e já foi adiados várias vezes.

Texto: Jefferson Ramos

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