Quatro cientistas que atuam em instituições do Amazonas estão entre os 107 pesquisadores brasileiros mais influentes na formulação de políticas públicas no mundo, segundo relatório divulgado pela Agência Bori em parceria com a plataforma internacional Overton.
O levantamento analisou menções em documentos estratégicos, relatórios e pareceres utilizados por governos, organizações internacionais e entidades civis.
Os pesquisadores citados são Philip M. Fearnside, do Inpa; Vanderson de Souza Sampaio e Wuelton Marcelo Monteiro, ambos da UEA e da Fundação de Medicina Tropical (FMT); e Marcus Lacerda, da Fiocruz Amazônia e também da FMT.
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O relatório também cita nomes de destaque, como César Victora — apontado como o mais influente da lista —, além de Carlos Monteiro e Paulo Saldiva, que figuram entre os cinco pesquisadores brasileiros mais influentes.
No total, os 107 cientistas do país tiveram seus estudos citados em mais de 33,5 mil documentos de políticas públicas desde 2019, mostrando o impacto direto da ciência brasileira nas decisões que moldam o futuro.
Cientistas que transformam conhecimento em ação
Autor de mais de 600 artigos científicos, Philip Fearnside é referência global em temas ambientais e amazônicos. Ele recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 2007 como integrante do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).
Vanderson Sampaio é doutor em Medicina Tropical e lidera projetos voltados à saúde pública. Já Wuelton Monteiro coordena estudos sobre doenças infecciosas e atua na formação de novos cientistas da região.
Marcus Lacerda, médico infectologista da Fiocruz Amazônia, ganhou destaque nacional ao coordenar o estudo Clorocovid, que alertou sobre os riscos do uso de cloroquina em pacientes com Covid-19.
Confira a lista completa:
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