quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Amazonas registra redução de 38% nos casos de Vírus Respiratórios no 1º semestre de 2025

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Foto: divulgação/Agência Brasil

A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), vinculada à Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM), atualizou, nesta segunda-feira (21/07), o Informe Epidemiológico de Vírus Respiratórios no Amazonas. O documento pode ser acessado no site www.fvs.am.gov.br.

No Amazonas, de 1º de janeiro a 19 de julho de 2025, foram registrados 2.724 casos notificados de SRAG. Desses, 857 foram associados a vírus respiratórios, representando uma redução de 38,4% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram registrados 1.392 casos.

No mesmo período, foram confirmados 45 óbitos por vírus respiratórios, uma redução de 29,7% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram registrados 64 óbitos registrados no mesmo período em 2024.

Entre os 45 óbitos de 2025, 20 foram causados por Covid-19, 19 por influenza A, 3 por rinovírus, 2 por influenza B, 1 por parainfluenza.

Nas últimas três semanas (29/06 a 19/07), a faixa etária mais atingida foi a de menores de 1 ano (57%), seguida por crianças de 1 a 4 anos (20%) e de 60 anos ou mais (15%). As demais faixas etárias somaram: 40 a 59 anos (7%) e 20 a 39 anos (2%).

Entre os vírus mais identificados em amostras encaminhadas ao Laboratório Central de Saúde Pública do Amazonas (Lacen-AM), da FVS-RCP, nas últimas três semanas, estão: rinovírus (52,3%), Vírus Sincicial Respiratório (39,7%), adenovírus (8,6%), coronavírus SARS-CoV-2 (8,2%), influenza A (4,7%) e influenza B (0,9%).

Rede de atendimento

A secretária de Estado de Saúde do Amazonas, Nayara Maksoud, ressaltou que o controle da SRAG é resultado da integração entre vigilância e assistência. A rede estadual conta com 17 unidades de referência, equipadas com profissionais capacitados e estrutura para testagem, triagem, exames e tratamento.

Programas como o Alta Oportuna, nos prontos-socorros infantis, entregam medicamentos e orientações no momento da alta, ajudando a reduzir a superlotação hospitalar e novas internações.

A SES-AM reforça que os primeiros sintomas devem ser tratados nas Unidades Básicas de Saúde, e casos graves devem ser encaminhados aos hospitais.

O que é a SRAG ou SARS?

A Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) é infecção uma pulmonar grave caracterizada pela presença de pelo menos dois sintomas gripe, acompanhado de outros sintomas como falta de ar, dificuldade respiratória, sensação de pressão no peito ou lábios azulados.

A SRAG ou SARS pode ser causada por vírus, como coronavírus ou Influenza H1N1, ou bactérias, e deve ser tratada rapidamente com ajuda médica, pois pode evoluir rapidamente para uma insuficiência respiratória grave, que pode colocar a vida em risco.

Por isso, é importante procurar o pronto-socorro mais próximo sempre que surgirem os sintomas da SRAG, para que seja identificada e iniciado o tratamento mais adequado imediatamente para evitar o agravamento da pneumonia e complicações respiratórias.

Prevenção

Para prevenir a SRAG, é imprescindível que pessoas com sintomas respiratórios, profissionais de saúde, os que precisam entrar em contato com indivíduos sintomáticos e quem faz parte de grupo de risco, como idosos, quem tem comorbidades e indivíduos com doenças de imunossupressão usem máscara de proteção respiratória para evitar transmissão de vírus respiratórios.

As vacinas contra Covid-19 e Influenza estão disponíveis em todo o Amazonas e são recomendadas para o público elegível.

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