A Polícia Federal cumpriu, nesta sexta-feira (18/7), mandados de busca e apreensão contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília.
A operação ocorreu na casa onde ele mora, no bairro Jardim Botânico (Brasília), e também em outros endereços ligados a ele, incluindo uma sala na sede do Partido Liberal (PL), na capital federal.
As ordens foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes.
A Polícia Federal encontrou 14 mil dólares em espécie, além de outros R$ 8 mil em dinheiro. Os agentes também apreenderam o celular de Bolsonaro e um pen drive escondido em um banheiro na residência. Os materiais foram informados ao STF e serão submetidos a perícia.
Além da busca e apreensão, Bolsonaro foi alvo de medidas restritivas. A partir de agora, ele está proibido de usar redes sociais e de se comunicar diretamente com o filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos buscando apoio político em favor do pai.
Bolsonaro também não poderá se comunicar com embaixadores e diplomatas estrangeiros.
Outra medida determinada pelo STF foi o uso de tornozeleira eletrônica. O ex-presidente será monitorado e deverá seguir as restrições impostas pela Corte como cumprir o recolhimento domiciliar de 19 horas às 7 horas e também nos fins de semana.
Em nota oficial, a PF informou o cumprimento de dois mandados de busca e apreensão, além da aplicação de medidas cautelares diversas da prisão, no âmbito do processo PET 14129.
As medidas fazem parte de investigações que tramitam no STF e seguem sob sigilo. A decisão que impôs as restrições ao ex-presidente tem como objetivo garantir o andamento das apurações e evitar interferências no processo investigativo.
Confira a decisão do ministro na íntegra:
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