Dois oito deputados federais do Amazonas, apenas Capitão Alberto Neto (PL) votou contra a reforma tributária, aprovada pela Câmara na noite desta quinta-feira (6), com 382 votos a favor, 118 contra e três abstenções.
O consenso na bancada amazonense era pela aprovação da a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 45/2019, uma vez que o texto contemplou os ajustes articulados pelos parlamentares e o Governo do Amazonas no sentido de garantir a competitividade da Zona Franca de Manaus (ZFM) e a criação de um fundo para diversificar a economia do Estado.
Considerado por alguns como “traidor” da Zona Franca, Alberto Neto manteve-se fiel ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que mais cedo, em uma reunião do Partido Liberal, orientou a bancada a votar contra. Nem todos seguiram a orientação, uma vez que o PL deu 20 votos favoráveis à matéria, avalizada pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Na tribuna, antes da votação, Alberto Neto rebateu as críticas de parlamentares do Centro-Sul pelo fato do texto da PEC manter exceções de tributação como a Zona Franca.
Assim, na prática, acabou defendendo a reforma que mais tarde votaria contra.
Após a votação, ele não se manifestou nas redes sociais.
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