O coronel da reserva do Exército Alfredo Menezes anunciou, nesta terça-feira (2) nas redes sociais, que vai se filiar e assumir uma vaga no Diretório Municipal do Partido Progressista (PP). A decisão vem após ser preterido no PL, partido do compadre dele e ex-presidente Jair Bolsonaro. No entanto, na nova sigla, vai encontrar uma ala que trabalha e faz campanha para o presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT).
O Menezes do PP terá de conviver com o partido do presidente da Câmara Federal, deputado federal Arthur Lira (PP/AL), que indicou para o governo Lula o ministro dos Esportes, André Fufuca (PP/MA), e o presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Antônio Vieira.
Carlos Vieira assumiu o banco com autonomia para nomear vices-presidentes também ligados ao PP e a partidos do chamado Centrão.
Para o analista político Moacyr Alves Santos, essa situação do PP, que parte faz oposição e parte integra o governo Lula, expõe a fragilidade dos partidos brasileiros, que não têm ideologias definidas e coerência interna.
“Infelizmente partidos no Brasil não existem na maneira clássica, talvez apenas o PT seja assim, pois discute teses e leva essas teses para seus filiados. É impossível pensar como Menezes vai conviver com ministros que são do governo Lula“, analisou.
Federação traria mais lulistas para o lado de Menezes
A companhia de “lulistas” com cargos no Governo Federal ao lado de Menezes pode ainda aumentar, pois o PP e o Republicanos já acertaram a formação de uma federação partidária e estão aguardando apenas o advogado Antônio Rueda consolidar a posição dele como presidente do União Brasil para unir os três partidos nessa federação.
Se a federação com os três partidos vingar, Menezes também seria “correligionário” do ministro de Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho, que é deputado federal do Republicanos por Pernambuco.
Já do União Brasil, a cota de “lulistas” ao lado do futuro Progressista Menezes poderá ser ainda maior, pois o partido indicou três nomes para assumir ministérios, todos bem robustos e com cofres cheios.
São do União os ministros das Comunicações, Juscelino Filho (UB/MA); Turismo, Celso Sabino (UB/PA) e o ex-governador do Amapá Waldez Góes, que não é do União, mas foi indicado pelo senador David Alcolumbre (UB/AP) para o ministério da Integração e Desenvolvimento Regional.
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