Com o tema “E se a seca de 2024 for pior do que em 2023?” o Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam) reunirá seus associados do setor de logística para a quarta edição do “Fórum de Logística”, nos dias 2 e 4 de abril.
O objetivo do encontro é debater com os representantes dos armadores, que são as empresas que operam navios para fins comerciais, executivos das indústrias e membros do governo quais os planos de ação para um possível cenário de seca em 2024.
Durante o encontro, serão apresentados estudos que vão propor soluções hidroviárias para empresas e governo, com medição de riscos das operações logísticas no Amazonas caso corra uma nova seca neste ano.
Atualmente, os gastos com transportes hidroviários no Amazonas oscilam entre 3% a 7% do PIB local, o que representa algo entre R$ 4,8 e R$ 11,2 bilhões por ano. O PIB do Amazonas foi de R$ 160,2 bilhões no ano passado, representando um crescimento de 6,53% sobre 2022.
“De acordo com os nossos estudos, o ideal é que o custo com esse logística seja a metade desse valor para manter a competitividade da Zona Franca de Manaus (ZFM)”, explica Augusto Rocha, coordenador da Comissão CIEAM de Logística. Assim, segundo o CIEAM, esses custos deveriam significar um gasto entre R$ 2,4 e R$ 5,6 bilhões (1,5% a 3,5% do PIB do estado).
No dia 2 de abril será discutida a importância de estudos para entender o fenômeno das cheias nos pontos críticos da “hidrovia” do Amazonas.
Já no dia 4 de abril, o debate vai tratar das possibilidades de uma possível nova seca e quais são os principais pontos para transformar o Rio Amazonas em uma hidrovia, assegurando o trânsito de navios de contender.
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