quarta-feira, 23 de setembro de 2026

A um ano das eleições, 83 partidos estão na fila de registro do TSE

O TSE analisa em Plenário os pedidos de registro partidário das siglas que reuniram o apoio mínimo para sua criação. Na lista, há o Aliança pelo Brasil, de Jair Bolsonaro.
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Fachada do TSE. Brasília-DF, 01/12/2015 Foto: Roberto Jayme/Ascom/TSE

A cerca de um ano do 1º turno das eleições de 2022, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tem 83 partidos em formação na fila de registro. Nessa lista, está o Aliança Pelo Brasil, sigla que o presidente Jair Bolsonaro tenta viabilizar.

O União Brasil, legenda da fusão entre DEM-PSL, ainda não está na fila, mas avança nos processos de criação da nova sigla, que será a maior bancada da Câmara, se for registrada.

As agremiações têm até março do ano que vem para estarem legalizadas e poderem concorrer nas eleições de 2022. Em março, é aberta a chamada “janela partidária”, prazo em que políticos podem mudar de partido sem perder o mandato vigente.

De acordo com o TSE, para a criação de um partido é necessário comunicar à Justiça Eleitoral o registro civil em cartório da agremiação. Esse é o caso das 83 organizações na fila, que já fizeram esse processo. Até março, as siglas têm de demonstrar que conseguiram apoio mínimo de eleitores (cerca de 500 mil apoiamentos) para a sua efetivação.

Depois de cumpridas essas exigências, o partido em formação deve apresentar ao TSE o pedido de registro de seu estatuto. O pedido de registro partidário é analisado no Plenário do TSE, em sessão administrativa.

Se o requerimento for aprovado, a agremiação passará a existir de fato, e seus filiados poderão disputar eleições junto dos outros 77 partidos políticos já existentes no país.

Além de um estatuto registrado até seis meses antes da eleição, também é preciso ter um órgão de direção constituído até a data da convenção.

Na lista de partidos em formação, estão, além do Aliança, siglas de esquerda e conservadoras, bem como agremiações voltados para causas específicas como a indígena. A lista inclui: Partido Nacional Indígena, Partido do Esporte, Partido dos Defensores da Ecologia, Partido da Frente Favela Brasil e Partido Conservadores.

Bolsonaro

Desde novembro de 2019, o presidente Jair Bolsonaro está sem uma sigla.

As movimentações políticas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a fusão de PSL e DEM pressionaram o presidente a acelerar sua busca por um novo partido.

O mais cotado no momento é o PP, ao qual Bolsonaro já foi filiado por 11 anos. Integrantes da sigla dão como certo o embarque do presidente, mas aliados do presidente estão divididos quanto ao seu futuro político.

PTB e PL ainda estão no radar do presidente.

Com informações do Poder 360

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