Os brasileiros elegeram pelo menos oito nomes para o Congresso Nacional ligados, direta ou indiretamente, ao garimpo e à mineração. São parlamentares sócios de empresas do setor ou que têm forte articulação em prol da atividade.
Na lista elaborada pelo Jornal Folha de São Paulo, há um parlamentar do Amazonas: Silas Câmara (Republicanos), que foi reeleito deputado federal.
No levantamento, a reportagem cruzou o banco de dados de processos minerários na Agência Nacional de Mineração com o de candidatos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e suas respectivas empresas, além de identificar políticos que defendem publicamente e trabalham em prol do garimpo.
Silas foi um dos parlamentares que votaram a favor da urgência para o projeto de lei que libera a mineração em Terras Indígenas.
No final de 2021, ele chamou de “terrorismo” a ação da Polícia Federal (PF) que destruiu balsas garimpeiras no rio Madeira.
A Folha de São Paulo procurou o deputado, mas ele não respondeu às mensagens nem atendeu ligações.
Dos oito eleitos ligados direta ou indiretamente ao garimpo ou à mineração, sete estarão na Câmara e um no Senado no próximo ano.
Entre os deputados federais, seis nomes foram reeleitos.
Câmara
Antônio Doido (MDB-PA)
José Medeiros (PL-MT)
Joaquim Passarinho (PL-PA)
Delegado Eder Mauro (PL-PA)
Hugo Leal (PSD-RJ)
Silas Câmara (Republicanos-AM)
Nicoletti (União Brasil-RR)Senado
Wilder Morais (PL-GO)
Candidatos da mineração
Impulsionados pelo discurso de Jair Bolsonaro (PL), pelo menos 79 candidatos relacionados à mineração concorreram nas eleições deste ano —35 deles para o Congresso.
Para as assembleias estaduais, foram pelo menos dez nomes eleitos. Outros 21 ficaram como suplentes.
Da Redação, com informações da Folha de São Paulo
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