quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Bancada do AM faz defesa contra ação do Governo para reverter decisão do STF

Bancada do Estado no Congresso rebate no STF argumentos da AGU que quer derrubar Medida Cautelar de Alexandre de Moraes em favor da Zona Franca de Manaus no caso do IPI.
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Líder da bancada no Senado Federal, Omar Aziz (centro) acredita na defesa da ação do Solidariedade em favor da ZFM (Foto: Divulgação/PSD)
Bancada federal do AM já 'mandou' mais de R$ 600 milhões em emendas para o Estado neste ano (Foto: Divulgação/PSD)

Mobilizada em barrar ação do Governo Bolsonaro contra a Zona Franca de Manaus (ZFM), a bancada amazonense apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) documento contestando as alegações da Advocacia-Geral da União (AGU), que pede revogação da medida provisória cautelar concedida pelo ministro Alexandre de Moraes à favor do Amazonas no caso dos decretos do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI).

Líder da bancada no Senado Federal, Omar Aziz (PSD-AM) disse acreditar na força dos argumentos da ação impetrada pelo Solidariedade com objetivo de proteger as empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM) dos efeitos dos decretos de Bolsonaro que prejudicam o Amazonas. 

A medida cautelar questionada pela AGU suspendeu na íntegra os efeitos do decreto 11.052 e parcialmente outras duas decisões do chefe do executivo que alteraram e, em alguns casos, zeraram a alíquota do IPI e do Imposto de Importação (II). Na decisão de Moraes contestada pela AGU, o ministro reconheceu a diferenciação tributária do modelo ZFM garantida na Constituição e estabeleceu uma exceção em relação à redução das alíquotas dos produtos das indústrias da ZFM que possuem o Processo Produtivo Básico (PPB).

Na peça enviada ao STF, a AGU alega que não poderia cumprir a Medida Cautelar pela impossibilidade de identificar os produtos que tinham PPB e os códigos específicos de cada um deles, as NCMs (Nomenclatura Comum do Mercosul), composta por oito dígitos e que permite a identificação de cada produto.

“Por meio da AGU, o Governo Federal apresenta os argumentos mais absurdos para questionar o inquestionável: a manutenção do modelo Zona Franca, garantida constitucionalmente e que emprega milhares de chefes de família. A ação do Solidariedade que todos nós ‘assinamos em baixo’ mostra que o Governo não conhece, ou não se importa, com a economia que o Polo Industrial movimenta não apenas em Manaus, mas em todo o Estado”, reforça o senador Omar Aziz.   

O setor de concentrados também foi lembrado na contra argumentação do Amazonas, que ressalta o impacto negativo direto dos decretos presidenciais na continuidade de cadeias produtivas que atendem o segmento de bebidas nos municípios de Maués e Presidente Figueiredo. Uma das localidades mais beneficiadas com o setor de concentrados é Presidente Figueiredo, com uma população estimada de 38 mil habitantes e onde está localizada a Agropecuária Jayoro, que emprega mais de 1,1 mil funcionários.

De acordo com a argumentação apresentada pela Bancada por meio do Solidariedade, toda a renda gerada soma de maneira positiva na economia local de Presidente Figueiredo, contribuindo também para outras atividades econômicas, como é o caso do comércio.

Com informações da Assessoria

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