quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Pacheco diz que discurso de Bolsonaro contra as urnas 'atrapalha' o processo

Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco disse que não cabe à ninguém, além da Justiça Eleitoral, fazer a apuração dos votos nas eleições de outubro.
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Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco
Rodrigo Pacheco discorda de ideia de Bolsonaro de chamar empresa privada para auditar as eleições (Foto: Roque de Sá/Agência Senado)

Em coletiva de imprensa no Senado nesta sexta-feira (6), o presidente dá Casa, Rodrigo Pacheco ( PSD) rebateu as falas do presidente Jair Bolsonaro (PL) em live na última quinta-feira (5) onde disse que o partido iria contratar uma empresa privada para auditar as eleições de 2022. Pacheco disse que a apuração cabe apenas à Justiça Eleitoral que falas como a do presidente “atrapalham” o processo eleitoral.

“Eu considero que cabe à Justiça especializada que é a Justiça Eleitoral que tem o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a quem cabe o processo da apuração”, disse Pacheco.

Ele destacou que houve uma iniciativa “louvável” do TSE em prol da transparência do processo eleitoral criando um Comitê com a participação de diversos representantes da sociedade, inclusive do Congresso.

O presidente do Senado disse que a participação de empresas ou grupos privados é legítima nesse processo, porém reforçou em várias respostas, durante a coletiva de que a apuração dos votos cabe somente à Justiça Eleitoral.

Pacheco destacou que o voto pelas urnas eletrônicas até há pouco tempo era orgulho dos brasileiros por ser moderno e ágil e sem nenhum caso de fraude desde que foi implantado. Para o presidente do Senado, falas como a da live do presidente, “sem justa causa” ou “latro probatório” não contribuem com o respeito às instituições, “não contribuem” e “atrapalham”.

“A sociedade precisa ter confiança no processo eleitoral”, reforçou Pacheco.

Com informações da Agência Senado

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