A presença do candidato à Presidência da República pelo PDT, Ciro Gomes, nestas quinta e sexta-feira em Manaus, sinalizou qual discurso o partido oferecerá ao eleitor amazonense na eleição deste ano. A palavra de ordem de todas as lideranças foi “opção diferente”, com a qual Carol Braz e Luiz Castro vão tentar conquistar o eleitoral mantendo distância regulamentar dos candidatos adversários.
Para Luiz Castro, candidato ao Senado pelo PDT, o Amazonas precisa ter uma representação “diferenciada” no Senado, cujos atuais titulares são classificados por ele como “mais do mesmo”. “A nossa representação (no Senado) precisa ser diferenciada, não só honrada e ética, mas principalmente sendo uma representação do povo e não só de uma elite”, disse Castro em entrevista à TV RealTime1.
A primeira mulher candidata ao Governo do Estado pelo PDT, a defensora pública afirmou que o partido está a caminho de oferecer ao povo do amazonense – e aos brasileiros – uma proposta diferenciada e nova, lembrando que o PDT é a “opção” verdadeira para mudar os rumos do Brasil e do Amazonas. Para exemplificar a prática diferente do PDT, Carol lembrou de um ícone da política do partido, o ex-senador Jeferson Peres.
Risco de ruptura institucional
O candidato Ciro Gomes, que deixou Manaus nesta sexta-feira (18), reforçou esse discurso dos candidatos acrescentando que o PDT do Amazonas tem uma história de qualidade de políticos que prestaram grandes serviços ao País, citando o ex-senador Jeferson Péres e o suplente que completou o mandato, o ex-senador Jeferson Praia.
“Teremos a eleição mais importante da nossa história e o PDT tem a responsabilidade de oferecer as melhores propostas, o que certamente farão a Carol e o Luiz Castro”, defendeu.
Sobre a importância desta eleição, Ciro Gomes lembrou que uma eventual derrota do presidente Jair Bolsonaro implicará em tensões graves entre a eleição e a posse do vencedor. Lembrando que o presidente militarizou o governo, com mais de 5 mil nomeações de militares para cargos civis, o presidenciável do PDT disse não ter dúvidas sobre a intenção do presidente “dar um golpe de Estado”, que, na avaliação dele, não contaria com o apoio das Forças Armadas.
Texto: Gerson Severo Dantas
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