Insumo que hoje é importado, o potássio é abundante em pelo menos duas reservas no Amazonas, mas as discussões para a exploração do material, necessário para produção fertilizantes, se arrastam por décadas. Na sessão do Plenário do Senado Federal, o parlamentar Plínio Valério (PSDB-AM) cobrou a aceleração dos processos para a liberação da exploração do potássio no Amazonas.
Valério lembrou que mais de 80% do insumo é importado, inclusive da Rússia que neste momento invadiu a Ucrânia, o que já afetou a comercialização para o resto do mundo. O fertilizante é imprescindível para o agronegócio e o Brasil, segundo o parlamentar, pode ser autossuficiente se o Amazonas se tornar produtor para o mercado interno e externo.
O parlamentar rebateu os argumentos de que a liberação da exploração do potássio vai atrair garimpeiros ilegais com danos ao meio ambiente. “É fake news que a exploração do potássio vai atrair o garimpo ilegal para a Amazônia”, opinou.
Valério afirmou que há um movimento para ocupar parte dessas reservas por comunidades indígenas para dificultar a liberação. “Quando começaram os debates eram 12 tribos. Hoje são 32”, disse.
Em aparte à Plínio Valério, a deputada Simone Tebet (MDB-SP) destacou que mais de 90% das reservas do Amazonas não estão em terras indígenas e criticou o projeto do governo federal na Câmara Federal para explorar o potássio em reservas indígenas, criando um ruído desnecessário com os indígenas e a opinião pública.
Também em aparte, o senador Eduardo Braga (MDB-AM) acusou o Ministério Público Federal (MPF) de criar entraves que atrasam os debates sobre a exploração do potássio no Amazonas. “Inclusive para que os Muras se manifestam favoravelmente pela utilização do potássio e da silvinita”, acrescentou.
Texto: Emerson Medina
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