Autointitulado como um político com DNA bolsonarista, o ex-superintendente da Zona Franca de Manaus (Suframa) e virtual candidato ao Senado, coronel Alfredo Menezes tem sido uma voz destoante de toda a classe política e empresarial do estado quando o assunto é o decreto que reduziu, de forma linear, em 25% a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).
Sua proximidade pessoal com o presidente, para quem costuma ligar durante viagens pelo interior do Amazonas e em reuniões na capital, não vem sendo usada para esclarecer o presidente quanto os malefícios que o decreto causa ao modelo Zona Franca de Manaus (ZFM).
Ao contrário disso, suas falas são no sentido de fortalecer a falta de conhecimento do presidente sobre o modelo ZF e de acusar a bancada do Amazonas no Congresso Nacional de hostilidade. Para amenizar a má impressão que a falta de defesa ao Polo Industrial de Manaus (PIM) tem causado em sua pré-candidatura, Menezes tem tentado recuar no discurso e anunciou que o presidente pode rever o decreto.
De acordo com Menezes, Bolsonaro teria lhe dito que pode mudar o decreto caso entenda quais os reais impactos dele sobre o modelo de Manaus e que nenhum parlamentar do Amazonas teria lhe apresentado essas razões.
“Se o presidente afirmou que não irá prejudicar a Zona Franca de Manaus, eu acredito. Ele tem consideração e respeito pelo Estado, ao contrário, do que esses políticos oportunistas estão propagando. Eles querem fazer palanque e que o povo acredite que o modelo vai acabar do dia para a noite. O próprio presidente reconheceu que a Zona Franca sempre foi usada para interesses pessoais antes de seu governo”, criticou.
Até deputados bolsonaristas como Delegado Pablo (PSL) e Capitão Alberto Neto reconhecem a gravidade da medida para os empregos gerados em Manaus. Os deputados irão compor a frente pró-ZFM que irá se reunir em Brasília no próximo dia 8 para uma reunião com o ministro da Economia, Paulo Guedes.
Da Redação
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