Centenas de funcionários de quatro das 18 fábricas da grife de luxo Louis Vuitton, na França, cruzaram os braços em reivindicação por melhorias salariais e redução de jornada de trabalho.
O movimento, que durou cinco dias, foi uma recomendaçãp da Confederação Geral do Trabalho (CGT) e da Confederação Francesa Democrática do Trabalho (CFDT) como forma de pressionar os dirigentes patronais por direitos trabalhistas que não foram ajustados nos últimos anos.
Segundo a CGT, houve a participação de 330 trabalhadores, no total. De acordo com o porta-voz da entidade, Denis Bertonnier, os trabalhadores alegam que as longas jornadas de trabalho nas fábricas da grife de luxo francesa dificultam a organização de atividades familiares, como, por exemplo, as creches e escolas de filhos dos colaboradores.
Nesta quarta-feira (16), a Louis Vuitton anunciou que vai aumentar significativamente os preços de seus preços devido ao aumento dos custos de produção e transportes. De acordo com a marca, o reajuste deverá afetar as lojas Louis Vuitton em todo o mundo e irá abranger artigos de couro, acessórios de moda e perfumes. Ainda não foi definido o tamanho do reajuste, mas a marca destaca que a elevação dos preços deverá variar de produto para produto.
“O reajuste de preços leva em consideração as mudanças nos custos de produção, matérias-primas e transporte, além da inflação”, disse a marca em comunicado.
Maior grupo de luxo do mundo, a LVMH é proprietária de marcas que incluem, além da Louis Vuitton grifes como Dior, conhaque Hennessy e até a varejista de cosméticos Sephora.
Só no último trimestre de 2021, as vendas de produtos das marcas que compõem o grupo somaram cerca de 18 bilhões de euros (R$ 109,8 bi), ou 17% acima do nível pré-pandemia em 2019.
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