quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Omar Aziz assina requerimento para instalação de nova CPI da Covid

A nova CPI do senador Randolfe Rodrigues quer apurar o apagão de dados da pandemia que ocorre desde dezembro. Mesmo assinando, Omar Aziz duvida que requerimento prospere.
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O senador Omar Aziz (PSD), que comandou os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid do Senado, afirmou que assinou o requerimento do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) para instalação de uma outra CPI para apurar o apagão do registro de casos de Covid-19 no site do Ministério da Saúde, que já dura 34 dias.

No entanto, Omar Aziz duvidou que o requerimento vá prosperar por conta das eleições de outubro. O senador pelo Amazonas informou que assinou o requerimento de Randolfe para ajudá-lo, mas acredita que a eleição iria politizar a discussão de responsabilização do presidente. 

“Mandei assinar, mas eu não creio que avance, não. Este é um ano político. A gente dá apoio para o colega, mas acho difícil ter alguma coisa de mais. Temos que cobrar a apuração daquilo que apuramos na CPI da Covid. Vão politizar muito as coisas, não sou favorável a politizar absolutamente nada quando se trata de investigação”, destacou Omar. 

O senador Plínio Valério (PSDB), que assinou o requerimento de instalação da CPI da Covid, afirmou que a instalação de outra CPI é desnecessária e garantiu que desta vez não vai assinar o requerimento de Randolfe. 

Plínio disse que o Senado precisa retomar o seu curso natural para focar, entre outras coisas, na aprovação da reforma tributária.

 “Não vou mais poder admitir que alguma CPI seja instalada antes da CPI das ONGs que é a que está na lista, mas não é só por isso que não vou assinar. Não vou assinar porque não vejo motivação para uma nova CPI”, analisou o senador. 

Eduardo Braga (MDB), que foi membro permanente da CPI da Covid, evitou se manifestar. O RealTime1 entrou em contato com o senador, mas ele não respondeu se vai assinar o requerimento.

Senadores que integraram o G7 do colegiado que finalizou em outubro suspeitam de sabotagem do sistema ConecteSUS, que compila os dados da doença e fornece também o chamado passaporte vacinal.

Desde que a plataforma saiu do ar, tem sido mais difícil para estabelecimentos cobrarem o comprovante de vacinação ou, ainda, das pessoas provarem que tomaram a vacina contra a Covid. 

Texto: Jefferson Ramos

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