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terça, 18 de janeiro de 2022

Um ano após crise em Manaus e de leitos, Brasil pode ter ‘novo colapso’

Ao completar um ano da crise no sistema de saúde do País com superlotação nos hospitais e a falta de oxigênio em Manaus, especialistas temem novo colapso no SUS.

13 de janeiro de 2022

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Há um ano, cenas de parentes de pacientes correndo atrás de cilindros de oxigênio correram o mundo (Foto: Bruno Kelly/Reuters)

Alerta da intensivista e cardiologista Ludhmila Hajjar em entrevista para o Jornal O Globo aponta a possibilidade de um novo colapso do Sistema Único de Saúde (SUS) com o avanço da Covid-19, especialmente por conta da variante Ômicron. O alerta acompanha a preocupação de outros especialistas no momento que o País completa um ano da crise da falta de oxigênio em Manaus, da falta de kits de entubamentos e de leitos no SUS.

Ludhmila Hajjar foi cogitada a integrar o Ministério da Saúde, mas recusou o convite pela postura contra prescrição de medicamentos sem comprovação científica contra a Covid-19, mas é um dos nomes reconhecidos entre os especialistas que atuaram na linha de frente de combate ao vírus. Na entrevista para O GLOBO, a intensivista mostra preocupação com o número de infectados entre os profissionais de saúde, o que pode impactar os sistemas público e privado.

“Pelo ritmo que estamos vendo, em uma semana os  sistemas de saúde deverão entrar em colapso no Brasil. O número de infecções aumentará mais ainda nos ambulatórios e provavelmente faltarão mais profissionais da saúde no combate. A maioria dos médicos e enfermeiros foi imunizada com duas doses da CoronaVac e reforço da Pfizer. A CoronaVac foi importantíssima no início, frente à inexistência de outras. Mas ela não protege como as outras em relação a novas variantes. Muitos de nós seremos infectados. De uma forma mais branda em relação ao que se viu há um ano, quando não havia imunizantes no Brasil. Mesmo assim, seremos afastados. Só na minha área do Hospital das Clínicas, de São Paulo, por exemplo, temos 56 profissionais afastados”, avalia.

O sanitarista Christovam Barcellos, da Fiocruz, em entrevista à Folhapress, explica que os colapsos podem vir de diferente formas para cada cidade. “Tivemos a crise do oxigênio de Manaus, depois a crise do kit intubação em São Paulo. Agora, tem preocupado o afastamento de profissionais de saúde infectados, que pode causar uma crise de recursos humanos, por exemplo”.

Os especialistas concordam que há diferenças entre o que vivemos hoje e o que se experimentava há um ano e a boa notícia é a vacinação que tem abrandado a infecção por Covid. Por outro lado, o País está há um mês sem dados consistentes desde o ataque de hackers ao site do Ministério da Saúde. “Há duas diferenças muito grandes nos dois períodos. Primeiro, a vacinação. Segundo, o apagão de dados. Estamos navegando no escuro e não temos como prever cenários para tomar as decisões corretas”, diz o epidemiologista Raphael Guimarães, do Observatório Covid-19 da Fiocruz.

O apagão no sistema do MS e o avanço da Ômicron podem, inclusive, resultar em uma nova Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no senado. O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) protocolou um requerimento para que a CPI da Pandemia seja retomada. Segundo Randolfe, a Comissão foi fundamental para pressionar o governo por ações de combate à pandemia. A nova CPI também teria essa função em um momento de alta da variante e do episódio do apagão, além da demora na vacinação infantil contra o coronavírus.

Com informações de sites e agências de notícias

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