O deputado estadual Fasto Júnior (MDB) disse, nesta quinta-feira (9), que vai recorrer da decisão judicial que o obriga a pagar cerca de R$ 80 mil ao senador Omar Aziz (PSD) por danos morais. Fausto garantiu ter como provar as acusações de corrupção que fez contra o senador.
De acordo com o deputado, as postagens que fez nas redes sociais, ligando Omar a desvios na Saúde do Amazonas, estão baseadas em provas colhidas pela Polícia Federal (PF) e disponíveis em relatórios de investigações.
Fausto Júnior, que é filho da conselheira Yara Lins do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM), afirmou que não descumpriu decisão de retirar o conteúdo alvo da Justiça e que, atualmente, as postagens já estão fora das suas rede sociais.
De acordo com decisão da juíza Maria Eunice Torres do Nascimento, o deputado descumpriu uma tutela de urgência e o condenou a pagar mais R$ 50 mil, além do pagamento de honorários advocatícios no valor de 20% do valor da causa.
Como tudo começou…
Quando depôs na CPI da Covid, em junho deste ano, Fausto Júnior foi questionado por senadores sobre o por quê de não indiciar o governador Wilson Lima (PSC) no relatório final da CPI da Saúde instaurada na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).
Na ocasião, o Omar Aziz sugeriu que ele recebeu vantagens indevidas para não indiciar o governador. À senadora Soraya Thronicke (PSL-MS), Fausto Jr disse que uma CPI estadual não tem a prerrogativa de indiciar um governador.
Texto: Jefferson Ramos
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